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<li>NASA lançou neste domingo o telescópio Roman ao espaço</li>
<li>Equipamento foi colocado em órbita por foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir da Flórida</li>
<li>Telescópio deve elaborar um novo atlas do universo</li>
<li>Missão busca respostas sobre matéria escura e energia escura</li>
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A NASA lançou neste domingo (30) o telescópio espacial Roman, equipamento que promete elaborar um novo atlas do universo e ajudar a responder alguns dos maiores enigmas da física, entre eles a natureza da matéria escura e da energia escura.
O aparelho foi colocado em órbita por um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, lançado do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, sudeste dos Estados Unidos, segundo transmissão em vídeo da agência espacial americana.
Projetado para oferecer uma visão panorâmica de amplas regiões do espaço, o telescópio “vai ajudar a revelar os segredos do universo”, disse o presidente americano Donald Trump na sexta-feira, durante cerimônia na sede da NASA em Houston, no Texas.
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Com mais de 12 metros de altura, o aparelho levou mais de uma década para ser desenvolvido e teve custo superior a US$ 4 bilhões.
O nome do telescópio homenageia a astrônoma americana Nancy Grace Roman, conhecida como “mãe do Hubble”, outro dos principais telescópios da NASA.
Enquanto o Hubble mostrou que o universo se expande mais rápido do que se imaginava, o Roman deve se debruçar sobre outras questões ainda sem resposta.
“O Roman vai dar à Terra um novo atlas do universo”, afirmou em abril o administrador da NASA, Jared Isaacman, ao apresentar o projeto à imprensa.
Observar o invisível
Com campo de visão mais de 100 vezes maior que o do Hubble e bem mais amplo que o do James Webb, o Roman vai observar grandes áreas do céu a partir de um ponto situado a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, distância que deve levar cerca de 100 dias para ser alcançada.
O equipamento foi pensado para atuar junto com outros telescópios, como o próprio Webb, que tem maior potência e precisão.
Entre os objetivos do telescópio estão descobrir milhares de exoplanetas e dezenas de milhares de supernovas, fenômeno que marca a morte explosiva de estrelas de grande massa.
“Será o maior catálogo de objetos astronômicos já produzido e vai nos ajudar a entender quão comuns são sistemas solares como o nosso”, declarou à AFP Dave Content, responsável técnico do projeto Roman.
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O novo telescópio também deve lançar luz sobre dois dos maiores mistérios da física, a matéria escura e a energia escura. A origem de ambas ainda é desconhecida, mas estima-se que juntas correspondam a 95% do universo.
Acredita-se que a matéria escura funcione como uma espécie de cola gravitacional, enquanto a energia escura seria uma força de repulsão responsável por acelerar a expansão do universo.
Graças à visão em infravermelho, o aparelho poderá captar luz emitida por objetos celestes há bilhões de anos. Dessa forma, vai permitir observar o passado distante do universo e ampliar a compreensão sobre esses dois fenômenos.
Espaço para surpresas
As observações do Roman devem complementar o trabalho do Observatório Rubin, no Chile, e da sonda Euclid, da Agência Espacial Europeia.
Julie McEnery, cientista responsável pelo projeto Roman, afirmou que estudos recentes sugerem que a forma como os cientistas entendem a expansão inicial do universo, baseada em modelos atuais, pode estar equivocada.
“Observações recentes indicam que nosso modelo padrão do universo está incorreto“, disse ela em coletiva de imprensa no sábado, acrescentando que o Roman deve ajudar a esclarecer a questão.
“Ele vai dizer, de forma definitiva, se o modelo funciona ou não. E, caso não funcione, vai nos oferecer a precisão e a qualidade de dados necessárias para começar a diferenciar entre as possibilidades“, completou.
Cientistas e o público em geral terão acesso a todos os dados coletados pelo Roman, mas o volume de informações deve ser imenso, alertou Content.
O telescópio deve gerar cerca de 1,3 terabyte de dados por dia, volume que, segundo ele, torna praticamente impossível baixar as informações no computador de qualquer pessoa.
“Espero, e na verdade tenho certeza, que as descobertas científicas mais empolgantes do Roman sejam uma surpresa, algo que não conseguimos prever hoje e que vai abrir caminho para perguntas ainda mais profundas em futuras missões”, concluiu.
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