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Google recua em política antispam após pressão da União Europeia

Big tech rebaixava sites de veículos de mídia nos resultados de busca quando havia conteúdo de parceiros comerciais

Fachada de vidro de um prédio corporativo com o logotipo colorido do Google, cercada por árvores e vegetação, sob céu claro.
Google fez mudanças em suas políticas de spam e prática de manipulação de resultados na União Europeia (Créditos: Alban/Unsplash)

Sob a ameaça de uma multa antitruste, o Google, controlado pela Alphabet, anunciou nesta sexta-feira (28) mudanças em sua política de combate ao spam para atender às preocupações apresentadas por autoridades da União Europeia. A gigante norte-americana de tecnologia entrou na mira dos reguladores europeus após editoras e veículos de mídia reclamarem da política do […]

Sob a ameaça de uma multa antitruste, o Google, controlado pela Alphabet, anunciou nesta sexta-feira (28) mudanças em sua política de combate ao spam para atender às preocupações apresentadas por autoridades da União Europeia.

A gigante norte-americana de tecnologia entrou na mira dos reguladores europeus após editoras e veículos de mídia reclamarem da política do Google contra o chamado “abuso de reputação de site”.

A política tem como alvo a prática de publicar páginas de terceiros em um site na tentativa de manipular o posicionamento nos resultados de busca, aproveitando-se dos sinais de relevância e autoridade do site hospedeiro. Essa prática é comumente conhecida como “SEO parasita”

+UE pressiona Meta por proteção de adolescentes nas redes

A União Europeia afirmou que seu monitoramento mostrou que a política antispam do Google rebaixava sites e conteúdos de veículos de mídia e outros editores nos resultados de busca quando esses sites incluíam conteúdo de parceiros comerciais.

O Google informou que, a partir de 30 de agosto, quaisquer ações manuais destinadas a reduzir a visibilidade de sites não serão aplicadas a usuários dos 27 países da União Europeia, nem da Islândia, Noruega e Liechtenstein (que compõem o Espaço Econômico Europeu). A política permanecerá inalterada fora do Espaço Econômico Europeu.

“Saudamos a revogação desta política, que penalizava injustamente editoras e outros usuários empresariais da busca do Google”, afirmou o porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier.

UE abre investigação sob a lei DMA

As preocupações com a política levaram a Comissão Europeia, órgão responsável pela aplicação das regras de concorrência da UE, a abrir uma investigação com base na Lei dos Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês), que busca limitar o poder das grandes empresas de tecnologia. Violações podem resultar em multas de até 10% do faturamento anual global das empresas.

+TSE e Google lançam ferramenta para combater deepfakes nas eleições

“Graças ao DMA, a busca do Google não rebaixará mais publicações jornalísticas apenas por hospedarem conteúdo de terceiros”, disse Regnier. “A Comissão agora monitorará a aplicação da nova política para garantir que ela esteja em conformidade com o DMA.”

Bloco econômico europeu cobra Meta por proteção de crianças e adolescentes

Recentemente, A UE também pressionou a Meta sobre novas medidas de proteção para crianças e adolescentes no Facebook e no Instagram. A cobrança veio após o processo dos Estados Unidos que levou a empresa a pagar US$ 18 bilhões (Aproximadamente R$ 92,9 bilhões) a governos do país.

+Meta fecha acordo de US$ 16,7 bi em ação nos EUA sobre vício em redes

Segundo a União Europeia, alguns recursos do Facebook e do Instagram representam riscos para crianças e adolescentes. Entre eles estão a rolagem infinita, a reprodução automática de vídeos e o conteúdo altamente personalizado.

Além disso, o bloco fez uma advertência semelhante ao TikTok em fevereiro. A medida também tratou dos efeitos provocados por mecanismos capazes de prolongar o uso da plataforma.

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