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Condições que imitam TDAH: entenda as diferenças e como identificá-las

Avaliações precisas são essenciais para evitar diagnósticos errôneos de TDAH, como demonstrou o caso de um menino superdotado.

Dificuldade de concentração, por exemplo, está relacionada a 17 diagnósticos diferentes (Foto: pathdoc/Adobe Stock)
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Um menino de 6 anos, atendido pelo psicólogo Douglas Tynan em Delaware, foi erroneamente diagnosticado com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Tynan, após uma avaliação cuidadosa, concluiu que o garoto, na verdade, era superdotado. A professora do menino não considerou que sua desatenção em sala de aula poderia ser resultado de tédio, já que ele se mostrava um leitor voraz.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta com sintomas como desatenção e hiperatividade. Contudo, esses sinais podem ser confundidos com outras condições, como ansiedade e depressão. Um estudo recente apontou que a dificuldade de concentração está ligada a 17 diagnósticos diferentes, o que torna essencial uma avaliação detalhada para evitar diagnósticos errôneos.

Além disso, o uso excessivo de substâncias e a privação de sono podem mimetizar sintomas do TDAH. Pesquisas indicam que mais de 33% dos adultos nos Estados Unidos e 77% dos estudantes do ensino médio não dormem o suficiente, o que prejudica a capacidade cognitiva. A tecnologia também desempenha um papel, pois usuários frequentes de dispositivos digitais relatam sintomas semelhantes ao TDAH, embora nem todos tenham o transtorno.

A avaliação para o TDAH deve ser abrangente, incluindo entrevistas, histórico médico e questionários. Especialistas alertam que autodiagnósticos podem levar a erros, resultando em tratamentos inadequados. Tynan enfatiza que é crucial investigar outras causas antes de concluir que um paciente tem TDAH, garantindo assim um diagnóstico preciso e eficaz.

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