A COP30 ocorrerá em novembro em Belém, reunindo cerca de 50.000 pessoas para discutir a crise climática. A alta dos preços de hospedagem gerou preocupações, levando a ONU a sugerir a redução das delegações.
Em resposta, plataformas como Airbnb e Hotéis.com acataram recomendações de órgãos de defesa do consumidor, comprometendo-se a reduzir preços em até 30% até outubro. Ambas as empresas também se comprometeram a alertar os usuários sobre tarifas acima da média e bloquear anúncios abusivos. No entanto, Booking.com e Agoda ignoraram as orientações e enfrentam uma ação civil pública.
As tarifas em Belém estão três vezes acima dos valores praticados durante a alta temporada, o que levou a ONU a solicitar que países reduzissem suas delegações. O governo brasileiro se comprometeu a garantir 778 quartos para a conferência, mas a média de preços ainda não atende às necessidades das delegações, especialmente dos países em desenvolvimento.
Medidas e Desafios
O Brasil busca tornar a COP30 uma conferência carbono-neutro, compensando as emissões geradas pelas viagens. A ONU paga atualmente US$ 144 por diária, enquanto os preços em Belém giram em torno de US$ 350. Para contornar a situação, o governo disponibilizou dois navios com 6.000 camas, embora estejam a 20 quilômetros do evento.
Além disso, uma força-tarefa foi criada para acelerar as confirmações de hospedagem. O governo se comprometeu a oferecer 15 quartos entre US$ 100 e US$ 200 para países menos desenvolvidos. Até o momento, 71 países já confirmaram reservas, incluindo Japão, Espanha e Noruega.
A situação da hospedagem em Belém continua a ser um desafio, com a expectativa de que mais medidas sejam adotadas para garantir que todos os participantes tenham acesso a acomodações adequadas durante a COP30.
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