Pesquisadores do MIT e do MIT-IBM Watson AI Lab publicaram um novo estudo que reúne dados de centenas de modelos de linguagem e métricas de desempenho, visando otimizar a previsão de resultados em modelos de linguagem de grande escala (LLMs). O trabalho foi apresentado na International Conference on Machine Learning e propõe diretrizes para ajudar desenvolvedores a maximizar o desempenho dentro de orçamentos computacionais e financeiros limitados.
O treinamento de LLMs pode custar milhões de dólares, o que torna essencial que os desenvolvedores façam escolhas informadas sobre arquitetura, otimizadores e conjuntos de dados. Para prever a qualidade das previsões de um modelo grande, muitos recorrem a leis de escalonamento, que utilizam modelos menores para estimar o desempenho de modelos maiores. No entanto, a criação de leis de escalonamento é complexa, com milhares de abordagens possíveis.
Os pesquisadores coletaram dados de 485 modelos pré-treinados de 40 famílias diferentes, como Pythia, OPT e GPT, e analisaram mais de 1,9 milhão de métricas de desempenho. A equipe desenvolveu uma meta-análise que permite a comparação de mais de mil leis de escalonamento, oferecendo recomendações práticas para a seleção de modelos menores e a estimativa de desempenho.
Diretrizes para Previsão de Desempenho
Entre as descobertas, os pesquisadores identificaram que incluir checkpoints de treinamento intermediários melhora a precisão das previsões. Além disso, modelos menores, mesmo que parcialmente treinados, podem ser preditivos. A pesquisa sugere que, ao priorizar a formação de modelos de diferentes tamanhos, os desenvolvedores podem aumentar a robustez das estimativas de desempenho.
Os pesquisadores também notaram que as leis de escalonamento podem ser aplicadas de forma eficaz para prever o desempenho de modelos menores a partir de modelos maiores. Essa abordagem pode democratizar o acesso a técnicas avançadas de modelagem, permitindo que pesquisadores com menos recursos compreendam e construam leis de escalonamento eficazes.
O estudo destaca a importância de desenvolver modelos preditivos não apenas para o treinamento, mas também para a inferência, sugerindo que a análise de como os modelos se comportam durante o tempo de execução pode se tornar cada vez mais relevante.
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