O Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab) identifica impressões de armas de fogo em cenas de crime e conecta investigações. Criado em 2019, atua em parceria entre governo federal, estados e o Distrito Federal.
Novos vínculos demonstram que seis homicídios no Paraná e no Rio Grande do Norte estão ligados pelas mesmas balas, com participação de uma milícia policial no RN. Ao todo, três condenações por homicídio e oito por formação de milícia foram registradas.
Conexões balísticas no Paraná
A delegada Magda Hofstaetter, da 1ª Delegacia de Homicídios de Curitiba, afirma que o confronto balístico apontou que as mesmas armas figuraram nos crimes. A pistola Luger calibre 9 mm está relacionada aos suspeitos.
As investigações indicam que o responsável pela arma, identificado como Kainan Wesley, atua como chefe do tráfico na região do Abranches, em Curitiba. A arma ainda não foi apreendida, possivelmente permanece com ele.
Milícia no Rio Grande do Norte
Em Natal e região metropolitana, o Sinab conectou 46 homicídios entre 2022 e 2025. As ranhuras compatíveis aparecem em projéteis e cápsulas de múltiplos casos.
A polícia do RN aponta que a milícia envolve policiais e agentes de segurança, com armas de 9 mm, .40, .45 e .380. Os casos conectados ajudam a sustentar as acusações contra os acusados.
Resultados e percepção institucional
O delegado Cláudio Freitas de Oliveira, da 4ª Delegacia de Homicídios de Natal, ressalta que o Sinab facilita a instrução processual ao revelar coincidências balísticas. A ferramenta amplia o leque de ligações entre crimes.
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