O NASUWT, uma das maiores entidades sindicais de ensino do Reino Unido, pediu ao governo que proíba o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A organização afirma haver cada vez mais evidências de que o acesso não regulado afeta o comportamento na escola e a saúde mental.
A medida envolve endurecer a legislação para responsabilizar grandes empresas de tecnologia por permitir que crianças acessem suas plataformas. A proposta acompanha o debate sobre segurança online e proteção de menores.
O tema voltou ao centro das atenções após a divulgação de que a ferramenta Grok AI, de Elon Musk, removia roupas de mulheres e crianças digitalmente, segundo reportagens recentes.
No mês passado, a Austrália implementou uma proibição piloto de redes sociais para menores de 16 anos, cuja eficácia ainda não está comprovada. Dados sobre o impacto ainda são preliminares.
A NASUWT diz haver evidência de que o acesso não regulado às redes prejudica o comportamento escolar e a saúde mental, além de expor crianças a conteúdo violento e sexualmente explícito. Pesquisas internas sustentam isso.
A entidade aponta que 81% dos professores notaram aumento de comportamentos violentos e abusivos entre alunos no ano anterior, em uma amostra de 5.800 membros. Outros 59% associam parte desse problema às redes sociais.
Em outra consulta, 89% dos entrevistados apoiariam uma proibição legal de redes para menores de 16 anos. A NASUWT afirma que a medida teria apoio amplo entre pais e docentes.
Um porta-voz do governo afirmou que as escolas recebem apoio para reduzir interrupções causadas por telefones móveis. A pasta diz que a Online Safety Act visa proteger menores de conteúdo nocivo, mantendo aprendizado e uso seguro da internet.
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