Alex Pretti, enfermeiro de 37 anos do Minneapolis VA Health Care System, foi identificado como a vítima de uma atuação de agentes federais no fim de semana. O incidente ocorreu em Minneapolis, Minnesota, em meio a uma série de operações federais na região. Pretti trabalhava na UTI e também apoiava pesquisas científicas.
Segundo o hospital, Pretti era graduado pela University of Minnesota, onde atuou como pesquisador júnior em 2012. Colegas descrevem-no como enfermeiro exemplar, dedicado aos pacientes e com forte espírito colaborativo. O diretor de doenças infecciosas do VA elogiou seu comprometimento.
O caso acontece após a segunda fatalidade neste mês em Minneapolis, em meio a uma ofensiva federal na região. O chefe de polícia informou que a única interação anterior de Pretti com a lei havia sido por infrações de trânsito. Segundo a AP, ele era proprietário de arma com licença válida.
Familiares de Pretti, que residem no Wisconsin, afirmaram que ele participou de protestos após um incidente envolvendo uma guarda de imigração no início do mês. Eles destacam que ele via o protesto como forma de expressar preocupação com a segurança de outras pessoas.
Vídeos difundidos mostram Pretti em atividade pública, ajudando a direcionar tráfego e registrando a ação com o celular. Em determinado momento, ele é contido por agentes e atinge resistências, chegando a ser alvejado. Outros registros indicam que ele protegeu um observador jurídico empurrado ao solo.
O comissário de polícia de Minneapolis informou que a identificação de Pretti é recente e que a investigação está em andamento para entender as circunstâncias do confronto. Autoridades não divulgaram detalhes sobre o momento exato da morte nem sobre possíveis envolvidos além dos agentes.
A Associação de Enfermeiros de Minnesota afirmou que o assassinato de um enfermeiro é uma perda profunda para a comunidade de saúde. A organização destacou o papel de Pretti como profissional de cuidado e sua participação em pesquisas sobre melhoria de procedimentos clínicos.
Pretti deixou registro ativo da licença de enfermagem desde 2021, com validade até 2026, e já havia contribuído para pesquisas desde 2016. A família e colegas lamentam a violência associada a ações de imigração e pedem apuração rigorosa dos fatos.
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