O restauro de meio século das vitrais monumentais da Sainte-Chapelle, em Paris, avança para perto de sua conclusão. O trabalho é conduzido pelo Centre des Monuments Nationaux (CMN) e foca nas janelas da capela do século XIII, situada na Île de la Cité. A obra é descrita como uma conservação de longo prazo.
A 35% dos visitantes que não são da União Europeia passam a pagar 22 euros a partir de janeiro, enquanto a tarifa para quem tem passaporte da UE varia entre 13 e 19 euros, conforme o dia. O CMN já havia considerado o reajuste como modesto, segundo autoridades da instituição.
A intervenção, com previsão de conclusão em 2030, tem custo total estimado em 21,5 milhões de euros. O projeto é chefiado por Sylvain Michel, arquiteto-urbanista-chefe do CMN, que coordena a restauração das linhas de vitral e da alvenaria que as sustenta.
#### Progresso recente e estrutura das janelas
Nesta etapa, a equipe trabalha nas baias de Jeremias e Tobias, entre a ápsis e a fachada sul, além da baía de Judite e Jó, na nave sul. Em dezembro foi reintegrada a baía de Ezequiel na ápsis, após intervenções anteriores.
As janelas da capela medem cerca de 13 metros na ápsis e 15 metros ao longo da nave. Juntas somam 1.113 painéis narrativos, separados por pilares de pedra finos que parecem sustentar as cenas no ar. Verificou-se que as barras de ferro usadas remontam a origens na Bélgica.
#### Contexto histórico e comparação com Notre-Dame
Desde os anos 1970, conservadores retiram as janelas originais para estudo e replicação em ateliers, instalando vidros claros nas molduras originais. Obras anteriores mostraram que intervenções do século XIX foram relativamente contidas, preservando a maioria dos originais.
Historicamente, Sainte-Chapelle e Notre-Dame foram usadas para fins políticos e de afirmação nacional. A capela foi concebida para guardar relíquias da Paixão, em contraste com a rapidíssima recuperação de Notre-Dame após o incêndio de 2019.
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