Em 2025, o Brasil registrou quase mil denúncias de preconceito contra judeus, uma média de quase três casos por dia. A informação é da Confederação Israelita do Brasil (Conib).
A maior parte das ocorrências ocorre na internet. Fez-se notar que oito a cada dez atos discriminatórios aconteceram em redes sociais, gerando quase 116 mil menções com alcance potencial de 66 milhões de pessoas.
A Conib aponta a normalização do discurso de ódio como preocupação central. O presidente da entidade, Claudio Lottenberg, destaca o medo de identificação entre judeus e o impacto nos direitos civis.
Dados apontam ainda que 3 em cada 10 brasileiros não se sentem à vontade para ter um amigo judeu, e 42% costumam associar Israel ao nazismo. O aumento do antissemitismo é relacionado à disseminação de fake news, segundo o cônsul de Israel no Brasil, Rafael Erdreich.
No âmbito legal, o antissemitismo é crime de racismo no Brasil, com pena de até cinco anos de prisão. Casos recentes incluem uma estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que foi impedida de participar da formatura após pintar símbolo nazista no rosto, respondendo criminalmente pela ação.
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