Monique Benoliel, chef de cozinha, denunciou ter sofrido insultos antissemitas ao tentar comprar matzá, pão típico do Pêssach, na Delicatessen Delly Gil, no Leblon, Rio de Janeiro. Ela relatou que o dono da loja afirmou estar cansado de judeus e que não venderia mais o produto.
Segundo a chef, a declaração ocorreu na sexta-feira, 3 de abril, durante a tentativa de compra. A situação acontece em meio a um contexto de tensões ligadas ao conflito entre Israel, EUA e Irã, que tem repercutido no varejo e na vida pública da cidade.
Também nesta semana, houve registro de outra manifestação discriminatória na cidade, em frente ao restaurante Partisan, na Lapa, com uma placa que dizia que cidadãos dos EUA e de Israel não seriam bem-vindos. O episódio gerou repercussão local.
O Delicatessen Delly Gil foi formalmente notificado para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. A Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro informou que adotou as medidas legais cabíveis e acompanha o caso junto à Procuradoria.
O Partisan foi multado em 9 mil reais por descumprimento de normas de convivência. Em apoio aos estabelecimentos, publicações nas redes sociais foram feitas por outros negócios da região, gerando debate sobre antissemitismo e liberdade de atuação comercial.
A Federação destacou que não tolera discriminação e destacou o acompanhamento jurídico e o apoio às vítimas. A nota enfatizou o compromisso com o respeito e a convivência entre diferentes comunidades.
Delly Gil respondeu que não compactua com desrespeito e pediu desculpas caso haja interpretação incorreta de algum relato. A casa ressaltou a relação histórica com a comunidade judaica e o interesse no diálogo e no respeito mútuo.
Contexto regional e reação
Casos de antissemitismo têm ganhado atenção durante o período do Pêssach, quando comunidades judaicas celebram libertação histórica. Organismos locais reforçam a necessidade de apuração rápida e medidas cabíveis.
Nota oficial da Federação
A Federação Israelita do RJ reiterou que acompanhA o caso com rigor, informou que a Procuradoria está envolvida e que não tolera discriminação, mantendo o compromisso com a segurança de vítimas e com a legalidade.
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