Dois casos de antissemitismo foram registrados no Rio de Janeiro neste fim de semana, ocorrendo em estabelecimentos comerciais e ganhando repercussão nas redes sociais. As ocorrências chamaram a atenção para a persistência de preconceito contra judeus no estado.
No primeiro caso, na Lapa, um bar recebeu multa de 9.500 reais por exibir um cartaz em inglês que dizia que cidadãos americanos e israelenses não seriam bem-vindos. O Procon apontou restrição de acesso por nacionalidade. O bar afirmou que o texto representou uma manifestação política, sem política de proibição de entrada.
No segundo caso, no Leblon, uma delicatessen gerou queixas após a chef Monique Benoliel relatar ter ouvido a declaração de que não venderiam mais produtos judaicos por estar cansado do público. A casa informou que pediu desculpas e lamentou o episódio. Um vereador disse que vai acionar autoridades para investigar e punir, se cabível.
Caso Lapa
A situação envolvendo o bar da Lapa também mobilizou representantes da comunidade. A Federação Israelita do Rio de Janeiro pediu que medidas sejam tomadas para evitar novas situações de discriminação, destacando a necessidade de responsabilização de estabelecimentos que praticam ou incentivam preconceito.
Leblon e contexto nacional
Já no Leblon, o episódio motivou desdobramentos políticos locais, com promessas de apurar o caso e de cobrar responsabilidades. Organizações e autoridades reiteraram a importância de ações educativas e de punição quando há incentivo à discriminação.
Segundo a Confederação Israelita do Brasil, foram registrados 989 casos de preconceito contra judeus no país no último ano, cerca de três por dia. A entidade alerta para a normalização da intolerância e do discurso de ódio, defendendo respostas legais e educativas.
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