A enfermeira Jennifer Melle recebeu indenização do NHS após ter sido suspensa por 10 meses. O afastamento ocorreu por decisão do Epsom and St Helier University Hospitals NHS Trust devido a uma recusa de usar pronomes para um paciente transgênero que se identificava como mulher. O paciente era um condenado por pedofilia transferido de uma prisão para tratamento médico.
Durante a apuração, a instituição abriu uma denúncia junto ao Conselho Regulatória de Enfermagem e Obstetrícia e promoveu uma investigação interna sobre a posição de Melle quanto ao uso de pronomes e sobre entrevistas concedidas à imprensa. A enfermeira alegou ter recebido ameaças e insultos racistas durante o período de suspensão.
Um painel disciplinar concluiu, no entanto, que não houve má conduta por parte de Melle, e a reintegração ocorreu em fevereiro. O NHS fechou um acordo com a profissional poucos dias antes do início do julgamento no Tribunal Trabalhista de Croydon, com termos confidenciais. O Centro Jurídico Cristão prestou apoio à enfermeira durante o processo.
O hospital confirmou que emitiu uma advertência formal ao paciente envolvido, ressaltando que linguagem ameaçadora e de cunho racial não seria tolerada e poderia resultar na proibição de acesso às dependências da unidade. Melle afirmou estar satisfeita com o desfecho e agradeceu ao apoio recebido, destacando a needa de seguir atuando de acordo com a consciência e princípios de proteção.
Ainda segundo Melle, duas investigações do Conselho de Enfermagem e Obstetrícia seguem em andamento, o que, segundo ela, reforça a importância da justiça, proteção e liberdade de expressão dentro do NHS. A diretora do Centro Jurídico Cristão comentou que o caso gerou preocupação e que muitos entendem que houve tratamento desigual entre a enfermeira e o paciente.
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