Entre as premiações de restaurantes mais influentes, o ranking World’s 50 Best Restaurants e o Guia Michelin geram debates sobre critérios, influência e integridade do processo de votação. Jurados visitam estabelecimentos e as regras variam entre as duas referências.
O 50 Best reúne cerca de 1.200 especialistas do setor, votando com base em visitas aos restaurantes nos últimos 18 meses. Os jurados pagam as próprias contas ou aceitam convites, e a identidade dos votantes não é divulgada. O objetivo é manter a imparcialidade, segundo a organização.
Diversas mudanças recentes marcam o cenário. Em 2025, o 50 Best lançou rankings regionais para América do Norte e vinícolas, com novo foco também em bares europeus. No Brasil, o Lasai aparece entre os destaques, ocupando posição de referência no roteiro gastronômico nacional.
Como funciona o Guia Michelin
Diferente do 50 Best, o Michelin envia inspetores anônimos para avaliar restaurantes. A qualidade dos ingredientes, a personalidade da cozinha, o domínio técnico e a regularidade pesam na decisão. As avaliações resultam em classificações que podem levar a estrelas.
Os inspetores do Michelin realizam cerca de 250 visitas anuais, registrando cada experiência em relatórios detalhados. As despesas são arcadas pelo guia, que não torna público o número de inspetores nem divulga as identidades dos avaliadores.
Contexto histórico e impactos
O guia nasceu em 1900, na França, criado pelos irmãos Edouard e André Michelin, inicialmente para indicar recursos de viagem. Com o tempo, adotou o formato de inspeções anônimas e, a partir de 1926, passou a atribuir estrelas aos restaurantes, com a escala de 1 a 3 estrelas.
As listas mantêm ranking dinâmico ao longo do tempo, revelando estabelecimentos em países com menor capilaridade gastronômica internacional. Entre os exemplos recentes estão restaurantes de Lima e Cartagena, que ocupam posições relevantes mesmo sem presença tradicional nas premiações de outros circuitos.
Entre na conversa da comunidade