Carlos Henrique, réu ligado à chacina que matou 10 pessoas em uma mesma família, deixou a penitenciária da Papuda nesta segunda-feira, 20 de abril. Ele havia sido condenado a dois anos por sequestro, menor pena entre os réus.
O veredicto do júri foi apertado: quatro votos a três. Os jurados entenderam que Carlos responderá apenas pelo sequestro de Thiago Belchior, uma das vítimas, negando envolvimento nos homicídios.
Segundo depoimento no plenário, Carlos afirmou ter sido convidado por Carlomam dos Santos para um assalto que terminou em sequestro. Ele relatou que receberia 5 mil reais pelo serviço e que houve pagamento parcelado.
Conforme o relato, Thiago chegou ao local em carro com Horácio Carlos, que também teria se passado por vítima. Carlos disse ter recebido adiantamento de 2 mil reais e que, após entregar celular e cartão, foi informado para seguir em frente.
O réu afirmou aos jurados que não participou dos assassinatos e que se arrepende. Ele alegou que, se quisesse ganhar dinheiro, poderia ter trabalhado, sem precisar envolvimento com mortes.
Na Papuda, Carlos já cumpriu três anos em regime fechado. Com a pena de dois anos decidida pelo júri, o juiz emitiu o alvará de soltura, liberando o réu para deixar a cadeia.
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