Pela primeira vez, restaurantes da América Latina conquistaram a cotação máxima do guia Michelin, com duas marcas brasileiras atingindo três estrelas: Evvai e Tuju, ambos em São Paulo. A confirmação ocorre na edição 2026 do guia.
Ainda segundo a avaliação, México e Argentina tiveram no máximo duas estrelas. Quintonil e Pujol, na Cidade do México, e Aramburu, em Buenos Aires, aparecem abaixo das três estrelas. A novidade marca um marco regional no reconhecimento da alta gastronomia.
O Michelin Brasil, que abrange São Paulo e Rio de Janeiro, continua recebendo críticas sobre alcance e percepção externa. Analistas apontam um olhar eurocêntrico e uma lista relativamente pequena de restaurantes premiados no país, diante da diversidade local.
Entre os pontos observados estão a distribuição de estrelas, a presença de estabelecimentos com preços elevados e a leitura de qualidades da cozinha brasileira. O debate envolve também a natureza dos textos dos guias, considerados por alguns como com sotaques estrangeiros.
Entre as tendências apontadas pela premiação, destaca-se a cozinha aberta ao público no Tuju, que agora detém três estrelas. A estrutura do restaurante, com gestão de serviço e cozinha visível, é destacada como elemento relevante para a avaliação.
Apesar das críticas, o guia permanece como referência histórica de qualidade. A premiação de Evvai e Tuju é celebrada pelos envolvidos, especialmente pela confirmada ascensão de dois restaurantes paulistanos ao nível máximo do guia.
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