Mastiha, o licor grego feito a partir de resina de árvore, está ganhando espaço globalmente. Produzido há milênios na ilha de Chios, o espírito atrai bartenders e consumidores, sendo apontado como a próxima bebida de destaque da Grécia.
A resina é extraída de forma tradicional com uma lâmina chamada kentitiri, que fura a casca da árvore para iniciar o desprendimento da goma. A resina é seca, cristaliza e é destilada, depois misturada a um álcool neutro para formar o licor.
Histórico de milênios. Registrada há 2.500 anos por Heródoto, a mastixa era usada por médicos gregos e romanos para digestão, bronquite e venenos de cobra. Hoje, continua associada a estudos de benefícios digestivos e inflamatórios.
Axia e a modernização do sabor
Axia é uma versão extra-dry de mastiha criada nos últimos anos. Com 40% de álcool, difere da masticha tradicional, que fica entre 20% e 30%. O gosto é mais citrílico e floral, buscando substituição de gin ou vodka em coquetéis.
A marca já desembarcou em bares e restaurantes de Londres, como Dishoom e Raffles, e participou de eventos de alto nível, incluindo Salon Privé no Reino Unido. O objetivo é ampliar o alcance além do Mediterrâneo.
O futuro de mastiha
A aposta é manter as raízes históricas enquanto se adapta aos paladares modernos. Axia propõe uma leitura mais seca e botânica da bebida, facilitando a integração em coquetéis contemporâneos. Se a aceitação crescer, mastiha pode se tornar uma favorita internacional.
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