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Relato de aventuras no rio Negro

Durante cruzeiro pelo rio Negro, raio caiu ao lado do barco; sobreviventes relatam susto, reflexões sobre a natureza e a busca por reconhecimento

Giovana Madalosso
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Foi durante um cruzeiro literário pelo rio Negro, na Amazônia, que um episódio chamou a atenção dos passageiros e da equipe. O grupo era formado por cinco escritores e um músico, com passagem por Manaus, já a bordo de embarcação que seguia pelo interior. O objetivo era discutir literatura enquanto a viagem ocorria.

Na primeira parada, os participantes desceram em uma praia e mergulharam. Entre as rodas de conversa sobre Clarice Lispector e Machado de Assis, destacava-se a convivência entre autores de diferentes estilos. Botos-cor-de-rosa passaram pelas margens, como parte do cenário natural.

Logo após, a viagem seguiu de lancha pelos igarapés, entre sumaúmas e angelins. Nuvens se acumularam e a visibilidade caiu. Um raio caiu próximo à embarcação, segundo relatos, provocando uma explosão de som e uma sensação de calor intenso. A chuva dificultou a percepção do momento.

Relatos indicam que o barulho foi ouvido pelos presentes, com alguns integrantes descrevendo o clarão vermelho visto mesmo com as pálpebras fechadas. Em meio ao temporal, houve proteção com o colete salva-vidas, enquanto a tripulação tentava manter a ordem a bordo. A princípio, não houve feridos graves.

Entre os presentes, Itamar Vieira Júnior esteve próximo ao ponto de impacto, tentando proteger informações sensíveis que estavam ao alcance. Outros escritores também estavam no convívio próximo, entre eles Antônio Prata, citado pelos relatos como lembrando de um conselho familiar sobre voos com pessoas famosas.

Ainda assim, o grupo manteve o itinerário e seguiu para novas paradas, com visitas a comunidades ribeirinhas previstas para o dia seguinte. As crianças a bordo demonstraram energia, pedindo para acompanhar Giovana nas próximas atividades, conforme depoimentos de tripulação e passageiros.

No balanço do episódio, não houve registro de ferimentos graves nem de danos estruturais à embarcação. A tripulação reiterou que procedimentos de segurança foram seguidos e que o cruzeiro prosseguiria com o cronograma previsto, mantendo o foco na experiência literária e na conexão com o ecossistema amazônico.

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