A 73ª Ocupação do Itaú Cultural, em São Paulo, celebra Ruth Rocha, referência da literatura infantojuvenil brasileira, com uma mostra dedicada à vida e obra da autora. A abertura ocorreu neste sábado, 9, e a exposição fica em cartaz até 2 de agosto. A programação marca os 95 anos da autora e 50 anos de publicações marcantes.
A montagem funciona como um dicionário biográfico: gavetas e nichos exibem livros originais, fotos de família em monóculos e materiais audiovisuais que reconstroem a trajetória de Ruth Rocha. A curadoria optou por uma leitura que aproxima o público da autora por meio de objetos, vídeos e interação sensorial.
Exposição e acervo
Na mostra, a letra B remete a Borboleta, com uma edição de Romeu e Julieta que aborda o racismo por meio de cores distintas. A letra C apresenta um vídeo inédito de Ruth cantando com a filha, Mariana, gravado em janeiro de 2025. A letra E, dedicada a Eduardo, traz homenagens ao marido e parceiro de vida, incluindo fotos de 1956.
Perspectiva da curadoria
A gerente do Núcleo de Curadorias e Programação Artística do Itaú Cultural destaca que a Ocupação Ruth Rocha aproxima novas gerações da autora e fomenta o reencontro com leitores que cresceram com sua obra. O espaço foi pensado para acessibilidade e interação, com cerca de 160 títulos físicos disponíveis para manuseio.
Diferenciais da mostra
Entre as peças, a exposição oferece uma linha do tempo da personagem Marcelo, criada há 50 anos, com ilustrações de diferentes autores ao longo de cinco décadas. Os visitantes podem interagir com a “nuvem de ideias”, renomeando objetos a partir de sugestões do universo de Ruth Rocha.
Acervo familiar e referências
A curadoria incluiu o acervo fotográfico da família, além de um conjunto de relatos sobre a trajetória da autora. Também estão presentes materiais da revista Recreio, depoimentos de autores contemporâneos, e registros que destacam a relação de Ruth com as crianças e a memória de família.
Espaços de leitura e memória
A mostra apresenta a linha Ruth para Ler, um espaço com tatames e almofadas que funciona como biblioteca coletiva. Há ainda a máquina de escrever original de Ruth Rocha, sete cadernos de anotações e livros acessíveis para leitura compartilhada, conectando passado e presente da sua produção literária.
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