Plínio Martins Filho, editor com mais de cinco décadas de atuação, reuniu ao longo da vida mais de 3 mil títulos e criou a Festa do Livro da USP. A entrevista com ele, publicada pelo Estadão, revela como o acervo dele se tornou referência para estudiosos e profissionais do mercado editorial.
Nascido em Pium, hoje em Tocantins, Plínio chegou a São Paulo nos anos 1970 para trabalhar no depósito da Perspectiva. O interesse pela revisão de livros evoluiu para uma vocação em edição, produção editorial e, mais tarde, para a direção da editora da USP.
Hoje, morando em Cotia, o acervo privilegia temas como editoração, tipografia, capas, bibliografia e história da leitura. O editor relembra ainda quais obras marcaram sua trajetória, como a Divina Comédia, de Dante, cuja diagramação o inspirou.
Trajetória e impactos
Segundo Plínio, o papel da editora vai além da publicação: ele pensa no consumidor final, o leitor. Entre os destaques da sua carreira está a fundação da Ateliê Editorial, voltada para obras de Joyce, e a gestão da Edusp, editora da USP, onde criou a Festa do Livro, em 1999.
O entrevistado relata ainda dificuldades com o herdeiro de James Joyce, Stephen Joyce, que chegou a colocar em risco edições de obras do autor irlandês ao exigir autorizações em cenários de domínio público. A situação evidenciou tensões do mercado editorial diante de espólios literários.
Paralelamente, o trabalho de Plínio rendeu reconhecimentos, como o Prêmio Jabuti pelo Manual de Editoração e Estilo, publicado em 2016. Ao todo, ele aponta ter editado centenas de títulos ao longo da carreira.
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