A retirada de livros de bibliotecas e escolas públicas nos Estados Unidos atingiu números recordes nos últimos anos. Em 2025, mais de 5 mil títulos foram retirados de bibliotecas, e quase 7 mil passaram por proibição em escolas públicas, segundo profissionais do setor.
Diversos gêneros e épocas passaram a enfrentar restrições, incluindo romances contemporâneos de sucesso, clássicos e materiais usados no ensino. Grande parte das obras censuradas aborda temas como diversidade racial, identidade de gênero e experiências da comunidade LGBTQ+.
Especialistas vinculados à defesa da liberdade de expressão situam esse movimento num contexto de polarização política e disputa sobre quais narrativas devem ocupar o espaço público. A avaliação é de que as ações refletem tentativas de controlar discursos sobre raça, gênero e memória histórica.
Contexto e números
Relatos de livrarias e bibliotecas indicam que a censura tem ocorrido de modo acelerado, com foco em conteúdos de história, cultura e sociedade. Dados apontam que uma parte relevante das ações é motivada por grupos que se posicionam como defensores dos interesses de pais de alunos.
A Flórida surge como um polo importante desse movimento, apoiado por leis locais e por iniciativas voltadas aos chamados direitos parentais. Há também propostas federais que visam limitar o financiamento de escolas que adotem obras com conteúdos considerados problemáticos.
Reações e respostas
Críticos argumentam que a censura cria um clima de intimidação para professores e bibliotecários e pode reduzir o desenvolvimento do pensamento crítico entre estudantes. Em contraponto, defensores da censura afirmam a necessidade de proteger crianças e adolescentes de temas sensíveis.
Campanhas de valorização de obras censuradas ganharam presença pública, com livrarias, organizações civis e leitores promovendo reflexões sobre a liberdade de leitura. A hashtag Leia livros proibidos circula em redes sociais como símbolo de resistência.
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