A Academia Brasileira de Letras (ABL) anunciou os vencedores de seus novos prêmios literários, criados para reconhecer obras nacionais publicadas em 2025. A premiação abre três categorias: ficção, poesia e humanidades, com a cerimônia de entrega marcada para 23 de julho, durante as comemorações dos 129 anos da instituição. A escolha foi realizada por comissões formadas por acadêmicos.
Segundo a ABL, o anúncio ocorreu por meio de um comunicado enviado à imprensa, e os troféus serão entregues na cerimônia oficial. A organização informou que os premiados representam “excepcionais contribuições” às respectivas áreas e ao panorama literário brasileiro.
Ficção
O Prêmio Guimarães Rosa ficou com Eliana Alves Cruz, pelo romance Meridiana. Ela é escritora e jornalista do Rio de Janeiro, formada em Comunicação Social, com passagem pelo Prêmio Jabuti de 2022. A obra aborda a ancestralidade e narrativas silenciadas.
A comissão da ABL descreveu Meridiana como uma anti-odisseia de forte carga emocional, que retrata conflitos de uma família negra que faz a mudança da favela para um condomínio de classe média.
Poesia
O Prêmio Manuel Bandeira ficou com Fabrício Oliveira, de 30 anos, pelo livro Noite Obscena. O baiano nasceu em São Estevão, Recôncavo Baiano, e é formado em Língua Portuguesa. O autor já recebe prêmios nacionais de poesia.
Antonio Carlos Secchin elogiou o talento do jovem poeta, que já acumula reconhecimentos no cenário nacional. Oliveira traz uma visão poética que combina sensibilidade com linguagem lírica.
Humanidades
O Prêmio Euclides da Cunha reconheceu Caetano Galindo, escritor, professor e tradutor paranaense, pela obra Na Ponta da Língua. Doutor em Linguística pela USP e docente da UFPR, ele traduziu autores como James Joyce.
Os juízes destacaram o equilíbrio entre a circulação culta da língua e a acessibilidade, apontando a obra como referência para estudos linguísticos e tradução. A premiação reforça o impacto da produção brasileira.
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