O aumento da expectativa de vida impõe ao sistema financeiro um novo desafio: preparar os brasileiros para uma aposentadoria mais longa e para decisões financeiras mais complexas. A ideia central é que a educação financeira comece na infância, não apenas na vida adulta.
O tema foi debatido no 3º Encontro de Educação Financeira, realizado em São Paulo nesta sexta-feira (12). Participaram representantes do Banco Central, da Anbima e da CVM, com foco em ampliar a responsabilidade das instituições financeiras.
Segundo Izabela Correa, diretora de cidadania financeira do BC, a educação financeira precisa ir além da poupança e orientar escolhas ao longo da vida. O objetivo é desenvolver capacidades para reconhecer oportunidades e direitos em cada fase.
Para Marcelo Billi, da Anbima, a longevidade exige revisão profunda da organização social e do mercado financeiro. Ele afirma que o modelo atual não foi estruturado para os impactos da vida mais longa.
Bruno Gomes, da CVM, aponta que a solução começa na base. Inserir educação financeira na formação de crianças facilita decisões futuras de consumo, poupança e Previdência, segundo ele.
Gomes reforça a ideia de que a disseminação deve envolver diferentes profissionais e setores, criando um ecossistema para uma vida financeiramente estável. A educação financeira, diz ele, é uma responsabilidade de toda a sociedade.
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