O ano de 1958 ficou marcado pelo primeiro título da seleção brasileira na Copa do Mundo, conquistado na Suécia. Ao lado desse marco, a indústria automobilística nacional ganhava força com o lançamento do DKW Belcar sedã, produzido pela Vemag em São Paulo.
Derivado do DKW F94 alemão, o Belcar surgiu como evolução do Universal, perua que inaugurou a produção da marca no Brasil em 1956. Possuía quatro portas para até cinco ocupantes e rapidamente se tornou referência para uso diário em uma era de automóveis ainda restritos.
Quando estreou, já era conhecido o Fusca, que vinha da importação de 1950 e da montagem pela Brasmotor desde 1953. A nacionalização do Fusca ocorreria apenas em 1959, com a abertura da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo. Nesse período, o Belcar ocupava posição de destaque nas ruas.
Entre as inovações do Belcar está o conjunto mecânico: motor de três cilindros e dois tempos de 896 cm³, capaz de cerca de 38 cv, acoplado a uma transmissão manual de quatro marchas e tração dianteira. Esses atributos contribuíram para boa dirigibilidade, amplo espaço interno e robustez mecânica.
Produzido pela Vemag até 1967, o Belcar atravessou grande parte do ciclo inicial da indústria automobilística nacional. Ao longo dos anos, recebeu atualizações visuais e mecânicas e originou versões como o esportivo Fissore e a perua Vemaguet, tornando-se símbolo da formação automotiva brasileira.
Em um momento de expansão industrial e de conquistas esportivas para o Brasil, o DKW Belcar sedã ajudou a moldar uma geração de motoristas e consolidou-se como um dos carros mais emblemáticos do país.
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