Christophe Leribault, presidente diretor do Louvre desde fevereiro, afirmou ao Senado francês que o museu está “à beira do colapso” devido a questões de infraestrutura e investimentos. O pronunciamento ocorreu diante da Comissão de Cultura, Educação, Comunicação e Esporte, em Paris, nesta semana.
Segundo ele, o Louvre está em uma encruzilhada e enfrenta um grande desafio de investimento, com problemas de construção urgentes que precisam de soluções rápidas. Mesmo com a dedicação diária dos funcionários, as instalações atingem o fim de sua vida útil.
O caso ganha peso após o assalto de outubro de 2025, quando criminosos usaram uma plataforma de levantamento para entrar, levaram jóias avaliadas em US$ 102 milhões e fugiram pela mesma rota. Ninguém foi recuperado e houve impactos em aberturas, fechamentos parciais e greves de funcionários.
Investimentos e projeto de modernização
Leribault detalhou que medidas emergenciais já estão em andamento, com novas câmeras instaladas em locais críticos. Um sistema de videomonitoramento perimetral será instalado a partir de janeiro de 2027.
O Louvre busca financiamento para a renovação Nouvelle Renaissance, estimada em mais de €1 bilhão. O projeto prevê nova entrada, salão dedicado à Mona Lisa com 33 mil pés quadrados e melhorias de segurança. Em maio, foi anunciada a parceria de Selldorf Architects e Studios Architecture Paris para condução do projeto.
Para financiar as obras, o presidente informou que o Louvre precisa levantar €360 milhões nos próximos meses. Em paralelo, deve receber cerca de €300 milhões com licenciamento do nome Louvre para o Louvre Abu Dhabi, aberto em 2017, segundo o jornal Le Monde.
Contexto institucional e impactos operacionais
Leribault defendeu a necessidade de reconstrução e ampliação para reduzir filas, melhorar a acústica e a recepção dos visitantes. Ele destacou que a entrada atual, projetada por I. M. Pei, foi pensada para até 4 milhões de visitantes por ano, enquanto o museu recebe mais de 9 milhões anualmente.
A direção do Louvre ressaltou que as mudanças são essenciais para manter a reputação do museu diante do público mundial. O objetivo é transformar e reparar as estruturas sem perder o valor histórico das coleções.
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