A educação integral mostra sinais complexos de evolução. Estudos até 2020 apontaram impactos positivos em parte do país, mas com matrículas ainda restritas. Evidências recentes indicam que, com expansão, os resultados podem recuar.
Em Santa Catarina, o Emiti, desenvolvido com metodologia do Instituto Ayrton Senna, elevou o desempenho em matemática em dois anos, segundo avaliação padrão-ouro. O ganho chegou a 16 pontos no Saeb.
Pernambuco também recebeu impactos positivos em avaliações do modelo integral, embora a maior parte das evidências seja anterior a 2020, quando o regime ainda era pouco disseminado.
O Ministério da Educação aponta que o ensino integral já representa 22,9% do total de matrículas. O novo Plano Nacional de Educação estabelece meta de 50% para o fim da vigência do plano.
O PNE determina ampliar o atendimento em tempo integral, exigindo expansão em escala. A meta contrasta com resultados de pesquisas que sinalizam desafios na manutenção de ganhos com maior demanda.
Estudos recentes, ainda em desenvolvimento, indicam queda do benefício de ser integral no IDEB 2023 em escolas com pelo menos 10% de matrículas no formato. O ganho caiu de três para duas unidades frente a 2019.
As informações sobre o IDEB 2025 ainda serão divulgadas. Analistas destacam a necessidade de entender se a redução decorre da pandemia, da maturação do modelo ou de outros fatores.
Especialistas enfatizam a importância de estudos experimentais. A expansão com qualidade demanda monitoramento contínuo, avaliação rigorosa e ajustes para sustentar aprendizados.
A discussão envolve também a desigualdade educacional. Pergunta central é quais indicadores manter para acompanhar o progresso dos alunos à medida que o acesso cresce.
Diante do cenário, é essencial explicitar cuidados na expansão. A educação integral pode trazer ganhos, mas requer estruturas de monitoramento e políticas de apoio para manter a qualidade.
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