Em 2025, o Brasil tem 8,4 milhões de analfabetos entre pessoas com 15 anos ou mais, segundo a PNAD Contínua Educação do IBGE. A taxa nacional é de 4,9%, a menor da série histórica iniciada em 2016. O conceito de analfabetismo utilizado considera quem não sabe ler nem escrever ao menos um bilhete simples.
O recorte mostra avanços na escolaridade, com a média de anos de estudo atingindo 10,2 anos. Mulheres chegam a 10,4 anos, 0,4 a mais que os homens. A diferença por cor ou raça também se mantém relevante: brancos com 11,1 anos, pretos/pardos com 9,5 anos.
O conjunto de indicadores evidência mudanças estruturais: maior acesso à educação básica, aumento da participação de pessoas com ensino médio completo e crescimento de quem já concluiu pós-graduação. Ainda assim, a desigualdade persiste entre regiões e faixas etárias.
Raio-X do analfabetismo
Em 2025, 58% dos analfabetos têm 60 anos ou mais, o equivalente a 4,8 milhões de pessoas nessa faixa. A taxa para quem tem 15 a 59 anos é de 2,6%, demonstrando queda relevante entre as gerações mais jovens. Nas faixas acima de 40 anos, a proporção ainda é expressiva.
Entre jovens, a taxa de analfabetismo é de 8,3% para quem tem acima de 40 anos e 5,8% para 25 anos ou mais, com a média geral de 4,9% para a população a partir de 15 anos. A diferença de gênero aponta queda: 4,6% entre mulheres e 5,2% entre homens.
Por região
Nordeste (10,6%) e Norte (5,7%) concentram os maiores índices entre 15 anos ou mais. Sudeste (2,3%) e Sul (2,4%) registram as menores taxas. No entanto, entre idosos, o Nordeste ainda apresenta alta expressiva: 29,7% dos analfabetos têm 60 anos ou mais.
O avanço educacional global é observado também nos níveis mais elevados de instrução: 57,4% da população com 25 anos ou mais já concluiu ao menos o ensino médio, e a parcela com pós-graduação subiu para 6,2%.
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