A Academia Brasileira de Letras (ABL) foi criada oficialmente em 20 de junho de 1897, no Rio de Janeiro, então capital do país. O objetivo era organizar a vida literária, preservar a língua portuguesa e promover a produção nacional, seguindo modelos europeus.
Machado de Assis desempenhou a presidência desde a fundação e Lúcio de Mendonça foi fundamental no desenho da instituição. Junto deles, Olavo Bilac, José do Patrocínio e Rui Barbosa integraram a primeira composição dos chamados imortais, definindo o perfil da casa.
Embora a Confeitaria Colombo tenha sido um espaço de convivência de intelectuais do período, ela nunca foi sede oficial da ABL. O local funcionou como polo de encontros, debates e trocas de ideias, fortalecendo redes entre escritores e jornalistas no Rio.
Petit Trianon: a sede definitiva
A sede definitiva da ABL fica no Petit Trianon, no centro do Rio. O prédio foi oferecido pela França após a Exposição Internacional do Centenário da Independência, em 1922, e adaptado para abrigar a casa literária brasileira.
O edifício neoclássico simboliza a ligação da ABL com a tradição das academias europeias. Além de salas de reuniões, a sede guarda acervos, bibliotecas especializadas e espaços para cerimônias oficiais, fortalecendo a memória literária nacional.
Papel atual da ABL
Hoje, a ABL realiza eleições de novos membros, promove conferências, concede prêmios e apoia pesquisas ligadas à língua e à literatura. A instituição também envia publicações, organiza dicionários e incentiva a difusão da leitura.
Entre suas funções, destacam-se a preservação de acervos, o acompanhamento de mudanças no português e o reconhecimento de trajetórias de autores. A ABL permanece como referência no debate sobre passado, presente e os caminhos da literatura brasileira.
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