O período de festas juninas, férias escolares e partidas da Copa do Mundo elevam o risco de queimaduras em todo o estado. No Rio de Janeiro, a rede municipal registrou 2,4 mil atendimentos a vítimas neste ano, em sua maioria ocorridos em casa. Fogos, fogueiras e alimentos quentes estão entre as principais causas.
O Centro de Tratamento de Queimados do Hospital do Andaraí é referência regional e contabilizou 228 casos neste ano. Segundo o serviço, as internações ocorrem principalmente por chama direta e queimaduras elétricas, exigindo cuidado especial com crianças e idosos.
Foco em crianças e idosos
Orido Pinheiro, chefe do CTQ do Andaraí, reforça a necessidade de supervisão constante de menores e maior atenção na cozinha e no manuseio de tomadas. A falta de supervisão aumenta o risco de acidentes graves em casa.
Casos que chamaram atenção envolvem uma menina de 6 anos que se queimou ao brincar com um isqueiro e um idoso de 64 anos que tentou apagar um incêndio provocado por uma bituca de cigarro. Ambos permaneceram internados no Andaraí e receberam alta em junho.
Medidas de prevenção
Para reduzir ocorrências, recomenda-se manter crianças sob vigilância, cercar áreas com fogueiras, evitar roupas largas e inflamáveis, e ter cuidado com panelas e recipientes quentes. Alimentos quentes devem ficar longe de crianças em circulação e fogo ou fogos não devem ser manuseados.
O que fazer em caso de queimadura
Em ocorrência de queimadura, o recomendado é resfriar a área com água corrente por cerca de 20 minutos, cobrir com pano limpo ou gaze e procurar atendimento médico imediato. Em casos de lesões faciais, mãos, pés, genitais ou extensas, dirigente a UPA é indicado.
Anéis, pulseiras e roupas próximas à área ferida devem ser removidos, desde que não haja aderência à pele. O objetivo é facilitar avaliação médica rápida e evitar complicações.
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