Em meio ao luto, as filhas de Vilmar Pereira da Silva, 49 anos, contestaram na manhã desta segunda-feira (22/6) as acusações de abandono vinculadas à morte do pai na UPA do Recanto das Emas. Elas afirmam que a família prestou auxílio ao longo de anos.
Imagens obtidas pelo Correio mostram Vilmar chegando à unidade às 21h18 de sexta-feira (19/6), conduzido por um vigilante. A morte foi declarada na tarde de sábado (20/6), após ele ter ficado na recepção durante a noite. Vilmar era cadeirante e, segundo testemunhas, aguardou por atendimento médico por longos períodos.
A família informa que Vilmar morava com a filha Emilly Silva e havia deixado o lar dois dias antes do ocorrido, em meio a relatos de mal-estar. Em meio à repercussão, Evelyn Silva, 26 anos, publicou nas redes sociais um desabafo defendendo que a família não abandonou o pai e que ele decidiu retornar à rua.
Desdobramentos nas redes
Evelyn destacou que Vilmar enfrentava problemas relacionados ao alcoolismo e que ele optou por voltar a morar na rua de forma voluntária. Ela afirmou que a família realizou diversas tentativas de ajuda ao longo dos anos e que permanece com a consciência tranquila quanto aos esforços realizados.
Emilly Silva, irmã de Evelyn, também usou as redes para falar sobre as tentativas de internação do pai. Ela disse que a família procurou hospitais e fez o possível, mas não conseguiu interná-lo. Emilly ressaltou que a família jamais abandonou Vilmar.
Procurada pelo Correio, Emilly preferiu não comentar detalhes adicionais sobre o velório, citando ataques nas redes sociais. Ela informou apenas que está abalada com a morte do pai.
Sindicância
A Controladoria Interna do Iges-DF instaurou um processo administrativo para apurar todas as etapas envolvendo Vilmar, desde a chegada à UPA até o óbito. A presidente do órgão, Eliane Abreu, afirmou que Vilmar foi à UPA em busca de abrigo e não aguardava atendimento médico.
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