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Como pedra de Stonehenge percorreu 700 km sem ajuda da natureza

Pedra do Altar tem origem na Bacia de Orcadian, Escócia, percorrendo pelo menos 700 quilômetros até Stonehenge, sugerindo redes de cooperação pré-históricas

Stonehenge, localizada na Inglaterra, no condado de Wiltshire, na Planície de Salisbury. (Foto: Wikimedia Commons )
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Diferente das rochas de Stonehenge provenientes de locais mais próximos, a Pedra do Altar tem origem na Bacia de Orcadian, no nordeste da Escócia. Ela percorreu pelo menos 700 quilômetros até chegar à planície de Salisbury, no sul da Inglaterra, onde o monumento foi erguido.

Modelos de computador usados para reconstruir a última Era do Gelo mostraram que as geleiras escocesas não empurraram a pedra para o sul. As trajetórias de gelo daquela região não apontaram para Stonehenge nem para áreas hoje submersas.

Embora o transporte exato permaneça um mistério, pesquisadores sugerem que a pedreira foi movida ao longo de vários anos, por terra e por água. O bloco de seis toneladas pode ter sido deslocado com a ajuda de rotas costeiras e fluviais, em uma operação logística complexa.

Origem da Pedra do Altar

A escolha de uma rocha tão distante indica significado cultural ou religioso. O esforço para trazer material escocês para o sul sugere um valor simbólico único para os construtores, similar à seleção de materiais nobres em grandes obras.

Descartando a teoria glacial

A reconstrução climática aponta que as geleiras não contribuíram para o transporte da Pedra do Altar. As rotas de gelo da Escócia não coincidem com a localização de Stonehenge nem com áreas hoje submersas.

Transporte humano ao longo de décadas

A hipótese mais plausível envolve uma operação logística de longo prazo. Recursos, mão de obra e organização social da época teriam sido mobilizados para deslocar o bloco, utilizando vias terrestres e navegáveis.

Impacto na visão sobre o passado

A descoberta sugere que a Grã-Bretanha pré-histórica tinha redes de contato entre comunidades distantes. A cooperação entre diferentes grupos pode ter sido essencial para obras monumentais que vemos hoje.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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