A trilha clandestina que liga Paranapiacaba, em Santo André, ao litoral de Cubatão, em São Paulo, ganhou visibilidade nas redes por oferecer rapel em uma ponte desativada. O passeio é promovido como desafio de coragem, com anúncios que partem de R$ 70 por pessoa.
A Fundação Florestal, órgão estadual, informou que ingressos sem autorização e danos ambientais podem gerar multas entre R$ 2 mil e R$ 100 mil, conforme a gravidade da infração. A instituição mantém fiscalização constante com apoio da Polícia Ambiental e da Guarda Municipal de Santo André.
A MRS Logística confirmou que atua para coibir acessos irregulares à área sob concessão. A empresa indica ações de vigilância, vedação de pontos considerados perigosos e rondas preventivas para evitar riscos aos frequentadores.
Entre os relatos, há relatos de rapel em viaduto ferroviário desativado e de pernoite em áreas de máquinas, conforme divulgação de grupos online. As atividades são listadas como de dificuldade moderada a alta, com ocorrências até em dias chuvosos.
Esclarecimentos oficiais destacam que caminhar sobre trilhos ou na proximidade de ferrovias é extremamente perigoso, com potencial para acidentes graves. A orientação é seguir as vias autorizadas e as regras de segurança vigentes.
Histórico da região aponta que a Serra do Mar abriga estruturas ferroviárias antigas, incluindo túneis e viadutos, que remontam a 1867, quando a São Paulo Railway facilitou o escoamento do café. O cenário também registra acidentes e até mortes associadas a atividades não autorizadas.
Trilheiros relatam ainda problemas como presença de cobras, neblina e estruturas em deterioração, bem como necessidade de resgates. A divulgação nas redes aumenta a pressão por fiscalização, segundo especialistas e autoridades locais.
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