Jaqueline Maricato, psicóloga de Londrina (PR), descobriu aos 32 anos que convivia com transtorno afetivo bipolar tipo 2. A trajetória começou aos 29, após quase uma década de oscilações de humor associadas a ansiedade e depressão. Hoje, ela usa a própria vivência para acolher pacientes com quadros semelhantes.
Entre sinais na infância e mudanças na vida adulta, Jaqueline enfrentou ansiedade, crises de pânico e episódios de hipomania que quase passaram despercebidos. O diagnóstico incorreto inicialmente estimulou tratamentos que não abordavam a raiz do problema, atrasando a identificação do transtorno.
Diagnóstico tardio e aprendizagem
Os primeiros sintomas surgiram aos 6 anos, com piora na adolescência. Aos 19, a busca por ajuda ocorreu após crises intensas de ansiedade e sono ruim. O diagnóstico inicial apontou depressão e ansiedade, com medicação antidepressiva, que não resolveu o conjunto de oscilações.
Durante a formação em psicologia, Jaqueline vivenciou novos períodos de hipomania e depressão. Chegou a abrir duas clínicas e a manter carga de trabalho exaustiva, até sofrer um período depressivo intenso que a levou a reavaliar o tratamento. A identificação do transtorno ocorreu após terceira avaliação psiquiátrica.
Avanço no tratamento e acolhimento
Com o novo diagnóstico, Jaqueline passou a combinar terapia com ajustes na medicação e acompanhamento psiquiátrico regular. A mudança de rumo trouxe maior estabilidade, reduzindo impulsividade e favorecendo um sono mais regular. A partir daí, começou a produzir conteúdos educativos para comunidades bipolares.
Hoje, além de atender pacientes, Jaqueline integra redes sociais voltadas ao transtorno bipolar e introduziu o uso de lítio em seu tratamento. O objetivo é oferecer acolhimento empático e informações que auxiliem outras pessoas a entenderem o que vivem, com base na experiência adquirida ao longo dos anos.
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