As mortes violentas caíram no Brasil ao menor nível em 13 anos. É o que mostra a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Em 2025, o país registrou 40.775 mortes violentas intencionais (MVIs), uma redução de 8,2% em relação ao ano anterior e a menor taxa desde 2012: 19,1 mortes por 100 mil habitantes.
As mortes violentas caíram no Brasil ao menor nível em 13 anos. É o que mostra a 20ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgada nesta quinta-feira (23) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Em 2025, o país registrou 40.775 mortes violentas intencionais (MVIs), uma redução de 8,2% em relação ao ano anterior e a menor taxa desde 2012: 19,1 mortes por 100 mil habitantes.
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O levantamento indica que o Brasil atingiu pela primeira vez, com dois anos de antecedência, a meta nacional de redução de homicídios prevista na Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social para 2027.
Os dados mostram que apenas sete unidades da Federação registraram aumento nas mortes violentas em 2025. Rio Grande do Norte (+19,6%), Rondônia (+7,5%), Acre (+6,3%), Roraima (+5,8%), Distrito Federal (+5,8%), Mato Grosso do Sul (+4,9%) e Rio de Janeiro (+2,1%).
Entre as vítimas, 90,8% eram homens, 79,7% eram negros e 41,6% tinham entre 18 e 29 anos, evidenciando o impacto desproporcional da violência sobre jovens negros, segundo o relatório.
Segundo o Fórum, a queda da violência letal representa um avanço importante, mas convive com novos desafios, como a expansão da criminalidade digital, a violência contra grupos vulneráveis e o fortalecimento das economias ilícitas.
Letalidade policial cresce
Apesar da queda geral das mortes violentas, o Anuário aponta crescimento das mortes decorrentes de intervenção policial.
Em 2025, ações policiais resultaram em 6.602 mortes, alta de 5,4% em relação ao ano anterior, o equivalente a 18 pessoas mortas por dia.
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O estudo ressalta que esse é um dos indicadores que destoam da tendência de redução da violência letal e reforça a necessidade de revisar padrões institucionais sobre o uso da força pelas polícias.
Por outro lado, a vitimização policial apresentou queda.
Em 2025, 139 policiais morreram de forma violenta, redução de 3,5% na comparação anual. Já os suicídios entre agentes recuaram 12,7%, para 110 casos, embora permaneçam 37,8% acima do registrado em 2017.
Estelionato lidera crimes patrimoniais
O levantamento também mostra uma transformação no perfil da criminalidade patrimonial brasileira. Os estelionatos consolidaram-se como o principal crime do gênero, com 2.261.055 registros em 2025, média de 258 golpes por hora.
Desde 2018, os registros cresceram 429,8%, refletindo, segundo o Fórum, a migração da criminalidade para o ambiente digital e o avanço das fraudes eletrônicas.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública | Infográfico/Chatgpt
Enquanto isso, todos os indicadores de roubo apresentaram queda. Os roubos de veículos diminuíram 20,6%; de transeuntes, 23,4%; a estabelecimentos comerciais, 18,3%; a instituições financeiras, 35,5%; a residências, 19,9%; e de cargas, 19,8%.
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Nos crimes envolvendo celulares, os roubos caíram 18,6%, totalizando 308.723 ocorrências. Já os furtos cresceram 0,9%, alcançando 483.561 casos. Ao todo, 830.890 aparelhos foram roubados ou furtados em 2025, média de 95 por hora.
Tráfico cresce e posse de drogas cai
Na política de drogas, o levantamento identifica um ponto de inflexão. As ocorrências de tráfico atingiram o maior patamar da série histórica, com 207.058 registros, alta de 18,5% em relação a 2024 e de 33,1% desde 2013.
Em contrapartida, os registros por posse e uso de drogas caíram 18,3%, totalizando 107.986 ocorrências. Segundo o Fórum, a redução ocorre após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que descriminalizou o porte de maconha para consumo pessoal dentro de critérios estabelecidos pela Corte.
🔍O Anuário Brasileiro de Segurança Pública reúne dados enviados pelas secretarias estaduais de segurança pública, polícias civis, militares e Federal, além de outras fontes oficiais.🔍
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