Mais de 1 milhão de mulheres em situação de violência acionaram o Ligue 180, canal oficial do Ministério das Mulheres, nos primeiros sete meses de 2026. Ao todo, foram registrados 1.035.647 atendimentos no período, uma média de 4.884 por dia.
Os dados fazem parte de um levantamento do Ministério das Mulheres, elaborado com base nas informações disponíveis no Painel de Dados do Ligue 180.
Do total de atendimentos, 872.257 foram pedidos de informação; 98.705, denúncias de violência de gênero; 63.478, orientações sobre serviços da rede de atendimento; e 1.207, manifestações diversas.
Mais de 1 milhão de mulheres em situação de violência acionaram o Ligue 180, canal oficial do Ministério das Mulheres, em 2026. Ao todo, foram registrados 1.035.647 atendimentos entre 1º de janeiro e 31 de julho, uma média de 4.884 por dia.
Os dados fazem parte de um levantamento do Ministério das Mulheres, elaborado com base nas informações disponíveis no Painel de Dados do Ligue 180.
Do total de atendimentos, 872.257 foram pedidos de informação; 98.705, denúncias de violência de gênero; 63.478, orientações sobre serviços da rede de atendimento; e 1.207, manifestações diversas.
Violências mais denunciadas
Entre as denúncias de violência, a psicológica foi a mais frequente, com 35.284 registros, o equivalente a 35% do total. Na sequência aparecem violência doméstica, com 24.273 casos (24,5%); violência física, com 18.134 (18%); violência moral, com 14.635 (15%); e violência patrimonial, com 8.239 (8%).
+ 20 anos da Lei Maria da Penha: medidas protetivas ainda enfrentam desafios

Estados com maior demanda
São Paulo foi o estado com o maior número de atendimentos, com 106.552 registros. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (64.670), Minas Gerais (42.439), Bahia (28.143) e Rio Grande do Sul (17.989).
Feminicídios
Os dados do Ligue 180 ocorrem em um cenário de aumento dos feminicídios — assassinato de uma mulher motivado pelo gênero — no país. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o Brasil registrou 1.571 vítimas de feminicídio em 2025, o maior número da série pelo quarto ano consecutivo. O total representa uma alta de 4% em relação a 2024, com uma taxa nacional de 1,4 vítima para cada 100 mil mulheres.
O levantamento aponta que, apesar da redução das mortes violentas em geral e de o país ter alcançado a menor taxa de homicídios em 13 anos, os feminicídios seguem em trajetória de crescimento. Para o FBSP, o cenário mostra que a redução da violência letal não beneficia todos os grupos sociais da mesma forma.
Entre os fatores associados ao aumento está a limitação de políticas baseadas exclusivamente na repressão criminal. O Fórum defende a ampliação de ações de prevenção, intervenção precoce e monitoramento de fatores de risco relacionados à violência doméstica.
STF amplia medidas protetivas
Nesta quarta-feira (20), o Supremo Tribunal Federal (STF) ampliou a aplicação das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha.
A decisão permite que essas medidas sejam adotadas em casos de violência contra a mulher motivada por questões de gênero mesmo quando a agressão ocorre fora do ambiente doméstico, familiar ou de uma relação íntima de afeto.
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