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Senado adia votação da PEC da Segurança Pública

Proposta foi retirada da pauta por decisão de Davi Alcolumbre; PEC do fim da escala 6x1 será promulgada nesta sexta (16)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou a PEC da Segurança Pública (18/2025) da pauta do plenário desta quinta-feira (15). A votação estava programada para a sessão do dia.

Na mesma fala, Alcolumbre anunciou a realização de sessão solene do Congresso nesta sexta-feira (16), às 9h, para promulgar duas emendas à Constituição.

Uma delas é a que trata do fim da escala de trabalho 6×1, prevista na PEC 221/2019, aprovada no Senado na quarta-feira (14). A outra, decorrente da PEC 14/2021, prevê aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde.

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O que pode mudar com a PEC da Segurança Pública?

A proposta pretende reformular a gestão da segurança pública no Brasil, com medidas que envolvem a União, os estados e os municípios.

Entre as principais mudanças previstas estão:

  • Sistema Único de Segurança Pública (Susp): o sistema, que já existe por lei, passaria a integrar a Constituição Federal. A mudança busca fortalecer a integração e a padronização da atuação das forças de segurança em todo o país
  • Mais atribuições para o governo federal: a União passaria a definir a política e o plano nacional de segurança pública e defesa social, além de estabelecer normas gerais para a segurança e o sistema penitenciário
  • Financiamento da segurança: o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) passariam a constar da Constituição. Os recursos seriam distribuídos entre os entes da federação e não poderiam ser contingenciados
  • Criação da Polícia Viária Federal (PVF): a Polícia Rodoviária Federal (PRF) seria transformada em uma nova corporação, responsável pelo patrulhamento de rodovias, ferrovias e hidrovias federais
  • Ampliação das atribuições das guardas municipais: as corporações poderiam realizar policiamento ostensivo e comunitário, além das atividades de proteção de bens e instalações municipais
  • Mais autonomia para corregedorias e ouvidorias: os órgãos responsáveis por investigar condutas funcionais teriam maior independência, e estados e municípios seriam obrigados a instituir ouvidorias independentes na área de segurança pública

(Com informações da Agência Senado)

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