A Justiça dos Estados Unidos condenou Daniel Sikkema, de 56 anos, à prisão perpétua por encomendar o assassinato do marido, o galerista americano Brent Sikkema, morto a facadas em janeiro de 2024, dentro de sua residência no Rio de Janeiro.
A sentença foi proferida pelo juiz federal Edgardo Ramos, em Nova York, e anunciada nesta sexta-feira (6) pela Procuradoria Federal do Distrito Sul de Nova York e pelo FBI.
Daniel foi considerado culpado em 22 de maio de 2026, após um julgamento de duas semanas, pelos crimes de homicídio mediante pagamento, conspiração para cometer homicídio mediante pagamento e conspiração para cometer homicídio em um país estrangeiro.
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Segundo as autoridades americanas, Daniel planejou a morte do marido durante um processo de divórcio litigioso. Brent era proprietário de uma conhecida galeria de arte em Manhattan e costumava passar temporadas no Rio de Janeiro.
Como o assassinato foi planejado?
De acordo com as provas apresentadas no julgamento, Daniel Sikkema concordou, a partir de 2023, em pagar Alejandro Prevez para assassinar Brent no Brasil.
Para financiar o crime, ele realizou 11 pagamentos a Prevez e a uma pessoa com quem o executor mantinha um relacionamento amoroso em Cuba.
Daniel, que possui cidadania americana e cubana, utilizou identidades de amigos, funcionários e familiares para ocultar a origem das transferências. Segundo a acusação, essas pessoas desconheciam o esquema.
Em 14 de janeiro de 2024, Brent Sikkema foi assassinado com 18 facadas dentro de sua casa no Rio de Janeiro.
Minutos após o crime, Prevez fez diversas ligações para Daniel utilizando um número secreto que os dois haviam combinado para se comunicar sobre o assassinato. Pouco depois, Daniel enviou US$ 5 mil ao executor, com a promessa de realizar outros pagamentos posteriormente.
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Prevez foi preso pelas autoridades brasileiras em 18 de janeiro de 2024. O processo criminal contra ele ainda está em andamento na Justiça daqui.
Procuradoria fala em crime motivado por ganância
Ao anunciar a condenação, o procurador federal Jamie McDonald classificou o assassinato como resultado de um plano calculado e motivado por interesses financeiros.
“Durante meses, o réu manipulou amigos, familiares e funcionários para executar um assassinato motivado pela ganância. Suas ações demonstraram um profundo desprezo pela vida humana e pelo Estado de Direito”, afirmou.
O diretor-adjunto responsável pelo escritório do FBI em Nova York, James C. Barnacle Jr., também comentou a sentença.
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“O plano perverso de Sikkema para assassinar o marido, de quem estava separado, terminou com uma condenação à prisão perpétua”, declarou.
Além da prisão perpétua, Daniel Sikkema foi condenado a cinco anos de liberdade supervisionada.
A investigação contou com a colaboração de autoridades brasileiras, incluindo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o Ministério Público Federal no estado e a Polícia Militar de Minas Gerais, além de órgãos americanos e espanhóis.
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