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Cresce contrabando de cacau com alta nos preços do chocolate e preocupa produtores

Contrabando de cacau cresce na Costa do Marfim, prejudicando a receita do governo e complicando a rastreabilidade dos grãos.

Os preços do cacau no mercado global quase triplicaram desde 2023, atingindo cerca de US$ 13 mil por tonelada em dezembro (Foto: Andrew Caballero-Reynolds/Bloomberg)
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Na Costa do Marfim, o contrabando de cacau para países vizinhos aumentou devido à diferença entre os preços controlados pelo governo e os preços mais altos do mercado internacional. O preço do cacau global quase triplicou desde 2023, chegando a cerca de 13 mil dólares por tonelada, mas caiu para cerca de 9 mil dólares. Isso deixou os agricultores insatisfeitos, pois eles vendem seus grãos por preços muito baixos. Em Gbapleu, na fronteira com a Guiné, muitos agricultores usam rotas clandestinas para vender cacau a preços melhores, podendo lucrar até 240 dólares por semana, um valor muito acima do salário mínimo local. O sistema de preços do Conselho do Café-Cacau, que regula o comércio, é criticado por não acompanhar os preços internacionais, o que incentiva o contrabando e dificulta a rastreabilidade dos grãos. Isso também afeta compradores internacionais, que têm problemas para cumprir contratos. As autoridades tentam combater o contrabando com operações do exército, mas a corrupção e a colaboração de funcionários públicos dificultam a repressão. O setor de cacau é muito importante para a economia da Costa do Marfim, representando cerca de 40% da receita de exportação, e cada tonelada contrabandeada significa perda de receitas essenciais para o país.

Na Costa do Marfim, o contrabando de cacau para países vizinhos tem crescido devido à disparidade entre os preços controlados pelo governo e os valores internacionais. O preço do cacau no mercado global quase triplicou desde 2023, atingindo cerca de US$ 13 mil por tonelada, antes de recuar para aproximadamente US$ 9 mil. Essa situação tem gerado insatisfação entre os agricultores, que vendem seus grãos a preços muito inferiores.

Na cidade de Gbapleu, a fronteira com a Guiné é marcada por um intenso fluxo de contrabando. Agricultores e intermediários utilizam rotas clandestinas para transportar sacas de cacau, cada uma pesando cerca de 65 quilos, em busca de melhores preços. Contrabandistas como Fred, que preferem não revelar seus nomes, relatam que podem lucrar mais de US$ 240 por semana, um valor três vezes superior ao salário mínimo local.

O sistema de preços do Conseil du Café-Cacao (CCC), que regula o comércio de cacau, tem sido criticado por não refletir os preços do mercado internacional. O preço fixado pelo CCC é cerca de um terço do valor global, incentivando o contrabando. Essa prática não apenas reduz as receitas do governo, mas também dificulta a rastreabilidade dos grãos, um problema crescente para empresas que buscam garantir práticas sustentáveis em suas cadeias de suprimento.

Impactos no Setor

O aumento do contrabando tem gerado dificuldades para os compradores internacionais, que enfrentam desafios para cumprir contratos. Em Abidjan, comerciantes relatam que estão sendo forçados a pagar acima do preço oficial para garantir o cacau, desrespeitando as normas do CCC. A escassez de oferta e os atrasos nas entregas têm levado a perdas significativas no setor.

As autoridades marfinenses tentam combater o contrabando com a mobilização do exército e a criação de comitês regionais. Desde o início das operações, foram apreendidas mais de 590 toneladas de cacau e 34 pessoas foram presas. No entanto, a corrupção e a colaboração de funcionários públicos com contrabandistas dificultam a repressão efetiva.

A situação é preocupante, pois o setor do cacau representa cerca de 40% da receita de exportação da Costa do Marfim. A cada tonelada contrabandeada, o país perde receitas essenciais, enquanto os agricultores enfrentam a dura realidade de um mercado distorcido.

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