- A startup australiana Cortical Labs, em Melbourne, testa usar células cerebrais humanas para processar informações em data centers.
- A plataforma desenvolvida permite neurônios humanos serem integrados a sistemas computacionais, conectando células biológicas a hardware tradicional.
- Os neurônios formam circuitos biológicos que realizam cálculos complexos e podem aprender e se adaptar, potencialmente tornando centros de dados mais eficientes.
- A tecnologia ainda está em estágio experimental, mas pode avançar IA, aprendizado de máquina e processamento de dados, com uma plataforma escalável para uso comercial no futuro.
- Aplicações futuras podem incluir pesquisa médica, interfaces cérebro-máquina e neuropróteses, além de ampliar fronteiras entre biologia e tecnologia.
Cortical Labs, startup sediada em Melbourne, Austrália, está testando o uso de células cerebrais humanas para processar informações em centros de dados. A abordagem envolve integrar neurônios humanos a sistemas computacionais, conectando-os a hardware tradicional. O objetivo é explorar novas formas de processamento de dados.
O projeto é conduzido em ambiente de laboratório, com neurônios cultivados e conectados a circuitos eletrônicos. A ideia é replicar, de modo simplificado, a capacidade do cérebro de lidar com grandes volumes de dados de forma eficiente. O estágio atual é de pesquisa e validação inicial.
Potencial e aplicações
A plataforma busca criar circuitos biológicos que realizem cálculos complexos, com aprendizado e adaptação. Pesquisadores dizem que isso poderia, no futuro, tornar centros de dados mais eficientes energeticamente e capazes de tarefas avançadas de IA.
Entre as potenciais aplicações estão avanços em inteligência artificial, interfaces cérebro-máquina e aplicações médicas. A viabilização comercial dependerá de validação, escalabilidade e normas regulatórias. A notícia é tratada como etapa inicial dessa linha de pesquisa.
Fonte: Euronews
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