Nesta sexta-feira, o tenente-coronel Ivan Blaz, ex-porta-voz da Polícia Militar, foi exonerado do cargo de comandante do 2º BPM (Botafogo), que ocupava desde o final de 2024. A decisão ocorreu após uma confusão em um prédio na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo, em 10 de janeiro. A Corregedoria Geral de Polícia Militar instaurou um inquérito […]
Nesta sexta-feira, o tenente-coronel Ivan Blaz, ex-porta-voz da Polícia Militar, foi exonerado do cargo de comandante do 2º BPM (Botafogo), que ocupava desde o final de 2024. A decisão ocorreu após uma confusão em um prédio na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo, em 10 de janeiro. A Corregedoria Geral de Polícia Militar instaurou um inquérito para investigar os fatos, que envolvem a busca por um traficante após uma denúncia anônima.
Blaz alegou que foi ao local para prender Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, um dos traficantes mais procurados do Rio de Janeiro. Ele e uma colega, também policial, estavam à paisana e, segundo vídeos de segurança, foram vistos intimidando o porteiro do prédio. As gravações mostram Blaz em uma atitude descontraída, enquanto a abordagem ao porteiro se tornava agressiva, culminando em ameaças.
A administração do prédio relatou que os dois estavam armados e se aproveitaram da saída de funcionários para render o porteiro. Moradores, assustados com a situação, acionaram a polícia através do número 190. Quando a polícia chegou, Blaz e sua colega deixaram o local, mas ninguém foi preso. O ex-comandante foi transferido para a Diretoria Geral de Pessoal, considerada a “geladeira” da corporação.
Moradores e colegas lamentaram a saída de Blaz, expressando apoio em um grupo de WhatsApp. Ele se despediu, agradecendo pelo apoio recebido e desejando paciência ao novo comandante. A situação gerou críticas sobre a rotatividade dos comandantes, que, segundo alguns, prejudica a segurança da região, uma vez que impede a continuidade do trabalho e o conhecimento dos problemas locais.
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