O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que o governo federal pode adotar novas medidas fiscais, se necessário, em entrevista à rádio GZH nesta quarta-feira (22). Ele destacou a importância de avaliar as medidas já aprovadas para garantir o cumprimento das metas fiscais de 2024, que visam um déficit zero, com uma margem de […]
O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, afirmou que o governo federal pode adotar novas medidas fiscais, se necessário, em entrevista à rádio GZH nesta quarta-feira (22). Ele destacou a importância de avaliar as medidas já aprovadas para garantir o cumprimento das metas fiscais de 2024, que visam um déficit zero, com uma margem de tolerância de 0,25 ponto em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Ceron ressaltou que o governo está próximo de atingir a meta, apesar das incertezas.
Ceron também comentou sobre o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que pode permitir ao Rio Grande do Sul economizar cerca de R$ 45 bilhões entre 2025 e 2027. Ele explicou que, se o estado aderir ao programa, sua dívida com a União pode chegar a R$ 112 bilhões em 2035, sem juros. Caso contrário, a dívida pode aumentar para R$ 140 bilhões devido aos juros. O secretário enfatizou que a adesão ao Propag é vantajosa para o estado e a população.
O pagamento da dívida do Rio Grande do Sul está suspenso até 2027, e Ceron garantiu que a adesão ao Propag não afetará a recuperação do estado após as enchentes de maio de 2024. Ele destacou que R$ 14 bilhões estarão disponíveis para investimentos, independentemente da adesão ao programa. O Propag oferece descontos nos juros e parcelamento das dívidas em até 30 anos, além de exigir investimentos em educação profissionalizante.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, criticou os vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Propag, alegando que eles geram um prejuízo de R$ 5 bilhões ao estado. Ceron, por sua vez, afirmou que não há razões racionais para que o estado não adira ao programa e reconheceu a falta de diálogo entre os governos. Ele concluiu que os benefícios econômicos do Propag são significativos e que a adesão traria melhorias nas finanças do Rio Grande do Sul a médio e longo prazo.
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