Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Aumento de 6,7 milhões de deslocados é previsto até o final de 2026

- Projeção indica que 6,7 milhões de pessoas serão deslocadas até 2026. - Cortes de ajuda dos EUA impactam diretamente programas de assistência a refugiados. - Mais de 117 milhões já estão deslocados, segundo a agência da ONU. - Sudão e Mianmar são os principais focos de novos deslocamentos forçados. - Secretária-geral do Conselho Dinamarquês critica cortes como traição aos vulneráveis.

Cerca de 6,7 milhões de pessoas adicionais devem ser deslocadas globalmente até o final de 2024, conforme informou o Conselho Dinamarquês de Refugiados. A previsão surge em um contexto de cortes de ajuda de grandes doadores, como os Estados Unidos, que impactam diretamente a assistência humanitária. No ano passado, a ONU já havia reportado que […]

Cerca de 6,7 milhões de pessoas adicionais devem ser deslocadas globalmente até o final de 2024, conforme informou o Conselho Dinamarquês de Refugiados. A previsão surge em um contexto de cortes de ajuda de grandes doadores, como os Estados Unidos, que impactam diretamente a assistência humanitária. No ano passado, a ONU já havia reportado que mais de 117 milhões de pessoas estavam deslocadas à força, e esse número pode aumentar.

Charlotte Slente, secretária-geral do Conselho, destacou que essas estatísticas representam famílias que fogem de suas casas em busca de necessidades básicas, como água, comida e abrigo. A análise que fundamenta a projeção utiliza um modelo de inteligência artificial que considera mais de 100 indicadores, incluindo segurança e condições políticas e econômicas. O Sudão é apontado como responsável por quase um terço dos novos deslocamentos, agravado pela crise de refugiados resultante de quase dois anos de conflito.

Além do Sudão, espera-se que 1,4 milhão de pessoas sejam deslocadas de Mianmar. Os cortes nos programas de ajuda externa, liderados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, resultaram na rescisão de mais de 20 contratos do Conselho Dinamarquês de Refugiados, afetando diretamente a assistência a populações vulneráveis. A escassez de financiamento já levou ao fechamento de programas essenciais, como proteção a meninas contra o casamento infantil no Sudão do Sul.

Slente enfatizou que a redução da ajuda em um momento crítico é uma traição aos mais vulneráveis, que enfrentam fome e deslocamento. A situação se torna ainda mais alarmante com a diminuição do suporte das nações ricas, que deveria ser um alicerce para a proteção e assistência a essas populações em crise.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais