Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Defensoria Pública da União defende legalidade das apostas com restrições e proteção a viciados

Defensoria Pública da União defende a continuidade das apostas online com restrições e critica proposta de cortar benefícios sociais.

0:00
Carregando...
0:00

A Defensoria Pública da União pediu ao Supremo Tribunal Federal para participar como amicus curiae em uma ação que questiona a Lei das Bets, que regula as apostas online no Brasil. A Defensoria apoia a continuidade das apostas, mas com restrições, como limitações na publicidade e tratamento para pessoas viciadas em jogos. Eles criticaram uma proposta do governo que sugere cortar benefícios sociais, como o Bolsa Família, de quem usa esses recursos para apostar. Essa proposta é parte de um projeto de lei do deputado Tião Medeiros. Além disso, há outra ação que pede a declaração de inconstitucionalidade da Lei das Bets, proposta pelo procurador-geral da República, que compara as apostas online a loterias, que só podem ser operadas pelo governo. Ambas as ações estão paradas no STF. Enquanto isso, a CPI das Bets no Senado continua suas investigações, e um empresário foi preso por mentir em seu depoimento. A Defensoria também defendeu que as empresas de apostas ofereçam proteção aos apostadores, como a proibição do uso de cartão de crédito para apostas.

A Defensoria Pública da União (DPU) protocolou um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 30, para atuar como amicus curiae em ações que questionam a Lei das Bets (Lei nº 14.790/2023). A DPU defende a continuidade das apostas online, desde que com restrições, como a limitação da publicidade e a oferta de tratamento para ludopatas.

A DPU criticou a proposta do governo federal que sugere a suspensão de benefícios sociais, como o Bolsa Família, para apostadores. A entidade se opõe a punições que afetem os mais vulneráveis, como o previsto no PL 3703/2024, que prevê a perda de benefícios sociais para quem utiliza esses recursos em apostas.

Além disso, a DPU enfatizou que a regulamentação das apostas deve incluir sistemas de proteção aos apostadores. Entre as sugestões, está a proibição do uso de cartão de crédito para apostas e a necessidade de medidas de proteção aos usuários.

CPI das Bets

Enquanto isso, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets no Senado continua suas investigações. Na terça-feira, 30, o empresário Daniel Pardim Tavares Lima, representante da Peach Blossom River Technology, foi preso por mentir em seu depoimento. A CPI investiga irregularidades no setor de apostas online e busca esclarecer a legalidade das operações.

As ações que questionam a Lei das Bets ainda estão paradas no STF, sem previsão de retorno à pauta. A DPU, por sua vez, se posiciona a favor de uma regulamentação que equilibre a liberdade econômica com a proteção dos direitos fundamentais dos apostadores.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais