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Governo Lula enfrenta série de derrotas no Congresso e perde apoio de partidos aliados

O governo Lula enfrenta uma crise de apoio, com derrotas legislativas e rompimentos, como o recente do PDT, aumentando a instabilidade.

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O governo Lula enfrenta dificuldades com sua base de apoio, que se tornou instável. Recentemente, o PDT anunciou que estava rompendo com o governo, e a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que suspende ações penais relacionadas a uma trama golpista, mostrando a crescente oposição. Em menos de um mês, Lula sofreu várias derrotas, incluindo a rejeição de um recurso de um deputado do PSOL e a formação de uma federação entre partidos de centro e direita que criticam o governo. Além disso, a oposição conseguiu reunir assinaturas para investigar suspeitas de irregularidades no INSS. O presidente do PSD, que controla ministérios, também se declarou leal a um possível rival de Lula nas eleições de 2026. Essas situações refletem a fragilidade da aliança do governo, que, apesar de ter distribuído ministérios, enfrenta traições e uma base que não é tão confiável.

O governo Lula (PT) enfrenta uma crescente instabilidade em sua base de apoio, com oito derrotas legislativas em menos de um mês. O Partido Democrático Trabalhista (PDT) anunciou seu rompimento com o governo no dia seis de maio, seguido pela aprovação de um projeto na Câmara que suspende ações penais relacionadas à trama golpista.

A votação, ocorrida no dia sete de maio, teve o apoio de 315 deputados, enquanto apenas 143 se opuseram, isolando o PT e a esquerda. O projeto, que afeta o deputado Alexandre Ramagem (PL), foi interpretado como um recado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A situação se agravou desde o dia 14 de abril, quando a oposição bolsonarista protocolou um requerimento de urgência para a votação de um projeto de anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023. Entre os 185 deputados que assinaram o requerimento, 81 pertencem a partidos do centrão e de direita que ocupam 11 ministérios no governo Lula.

No dia 22 de abril, o líder da bancada do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (MA), recusou o convite para ser ministro das Comunicações, após um motim interno no partido. A situação se complicou ainda mais com a rejeição, em 29 de abril, do recurso do deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) contra a cassação de seu mandato.

Oposição em Ascensão

A oposição continua a se fortalecer. No dia 30 de abril, foi protocolado um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostos descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O apoio de partidos do centrão foi crucial para essa iniciativa.

Durante o feriado de 1º de maio, o presidente do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, reafirmou sua lealdade ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sugerindo que a centro-direita deve se unir em torno de um candidato para as eleições de 2026. Kassab, que comanda um partido com três ministérios, não vê contradição em apoiar um rival de Lula.

A instabilidade na base governista é evidente, com o PDT sendo o primeiro partido a romper formalmente. O governo Lula, que já enfrentou dificuldades em sua relação com o centrão, agora lida com uma oposição cada vez mais unida e ativa no Congresso.

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