O vereador Rubinho Nunes, de São Paulo, teve seu mandato cassado e foi declarado inelegível por oito anos após compartilhar um laudo médico falso sobre Guilherme Boulos, que foi divulgado em suas redes sociais na véspera do primeiro turno das eleições de 2024. O laudo, que afirmava que Boulos estava em tratamento por uso de drogas, foi comprovado como falso. Rubinho, que inicialmente apoiava a reeleição do prefeito Ricardo Nunes, rompeu com ele e se aliou ao influenciador Pablo Marçal, que também concorria à Prefeitura. Eleito pela primeira vez em 2020, Rubinho ganhou destaque como um dos líderes do Movimento Brasil Livre e foi reeleito em 2024. No entanto, seu rompimento com Nunes frustrou suas ambições de presidir a Câmara Municipal. Durante seu tempo no cargo, ele se envolveu em polêmicas, como a proposta de proibir a participação de crianças em eventos LGBTQIA+ e a proibição da linguagem neutra nas escolas. Rubinho, que é advogado, já havia se destacado anteriormente ao pedir o impeachment de um ministro do Supremo Tribunal Federal e ao conseguir a suspensão de benefícios de Luiz Inácio Lula da Silva.
O vereador Rubinho Nunes (União) teve seu mandato cassado e foi declarado inelegível por oito anos pela Justiça Eleitoral nesta sexta-feira, 30 de maio de 2025. A decisão ocorreu após ele compartilhar um laudo médico falso sobre o deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP) durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024. O documento, que circulou no Instagram de Rubinho na véspera do primeiro turno, alegava que Boulos estava em tratamento por uso de drogas, mas foi desmentido por perícia.
O laudo, que mencionava um surto psicótico e resultado positivo para cocaína, foi atribuído ao influenciador Pablo Marçal (PRTB). A aproximação entre Rubinho e Marçal se intensificou durante a campanha, especialmente após o vereador romper com o apoio ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) em agosto de 2024. Rubinho, que foi eleito pela primeira vez em 2020 com mais de 33 mil votos, foi reeleito em 2024 com mais de 101 mil votos, ganhando destaque na política paulistana.
A cassação do mandato de Rubinho frustrou suas aspirações de presidir a Câmara Municipal. O prefeito Nunes havia declarado que o cargo exigia alguém com “caráter”. Após a perda do apoio, Rubinho assumiu a Corregedoria da Câmara e se envolveu em polêmicas relacionadas a pautas conservadoras, como a proibição de participação de crianças em eventos LGBTQIA+ e a tentativa de barrar procedimentos médicos para transição de gênero em menores de 18 anos.
Rubinho, advogado de formação, já havia gerado controvérsia em seu primeiro mandato ao propor uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o padre Júlio Lancellotti e um projeto que previa multa para quem distribuísse alimentos a pessoas em situação de rua sem autorização. A tramitação dessa proposta foi suspensa após repercussão negativa. O vereador se destacou na nova direita paulistana e ganhou visibilidade ao apresentar pedidos de impeachment contra figuras proeminentes, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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