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Mapa revela inconsistências na versão de Cid sobre sua delação premiada

Evidências de geolocalização e novos áudios questionam a credibilidade da delação de Mauro Cid, complicando sua defesa e a investigação.

Cid: selfie, conta vinculada ao telefone do delator, criada com o e-mail do delator e acessada num endereço do delator (Foto: Reprodução)
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  • Advogados de Jair Bolsonaro apresentaram evidências de geolocalização que ligam o perfil @gabrielar702 ao tenente-coronel Mauro Cid, contestando sua delação premiada.
  • Os dados foram obtidos de empresas Meta e Google e indicam que a conta foi criada nas proximidades da residência de Cid em Brasília.
  • Cid negou ser responsável pela conta e afirmou que nunca discutiu sua delação com ninguém.
  • Novos áudios e conversas entre Cid e seu advogado, Luiz Eduardo Kuntz, mostram interações que contradizem suas alegações de assédio.
  • O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido para anexar essas evidências ao processo, que será revisitado na fase final do julgamento.

Um novo desdobramento na investigação envolvendo o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, trouxe à tona evidências que contestam sua delação premiada. Advogados de Bolsonaro apresentaram dados de geolocalização que ligam o perfil @gabrielar702 a Cid, sugerindo que a conta foi criada nas proximidades de sua residência em Brasília.

As informações foram obtidas a partir de dados fornecidos pelas empresas Meta e Google ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados alegam que o computador utilizado para criar o perfil estava na região onde Mauro Cid reside. O ex-militar, convocado a prestar esclarecimentos à Polícia Federal, negou ser o responsável pela conta e afirmou que nunca discutiu sua delação com ninguém.

Novas Evidências

Além das informações de geolocalização, novos áudios e conversas entre Cid e seu advogado, Luiz Eduardo Kuntz, foram revelados. Os áudios mostram Cid agradecendo ao advogado, contradizendo suas alegações de assédio e distanciamento. A filha de Cid também se comunicou com Kuntz, compartilhando detalhes sobre sua rotina e viagens, o que pode complicar ainda mais a situação.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou o pedido para anexar essas evidências ao processo que investiga a suposta trama golpista. A avaliação entre os ministros é de que o tema será revisitado na fase final do julgamento, quando a postura de Mauro Cid como colaborador será analisada.

Implicações da Delação

As novas informações levantam questões sobre a credibilidade da delação de Cid e a relação entre ele e os advogados de defesa dos réus. A acusação de que sua família foi assediada para obter informações sobre a delação contrasta com as evidências que indicam um relacionamento cordial entre Cid e seu advogado. A situação continua a se desenrolar, com implicações significativas para o caso em questão.

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