- A rivalidade entre o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) aumentou, gerando tensão entre partidos do Centrão.
- O embate, chamado de “Operação Tabajara”, ocorre em meio a críticas ao aumento de tarifas de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil.
- Tarcísio se reuniu com Gabriel Escobar, encarregado de negócios da embaixada dos EUA, buscando apoio do Supremo Tribunal Federal (STF) para que Jair Bolsonaro pudesse viajar aos EUA e tentar reverter as taxas.
- Eduardo criticou Tarcísio, chamando-o de subserviente às elites, em resposta a essa movimentação.
- Uma pesquisa revelou que 72% dos entrevistados consideram erradas as tarifas de Trump, o que alimenta a rivalidade entre os dois políticos, que almejam a presidência em 2026.
A rivalidade entre o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) se intensificou, gerando tensão entre partidos do Centrão. O embate, conhecido como “Operação Tabajara”, ocorre em meio a críticas ao tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Brasil. Ambos os políticos almejam a presidência em 2026, após a inelegibilidade de Jair Bolsonaro até 2030.
Recentemente, Tarcísio se reuniu com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, e buscou apoio do Supremo Tribunal Federal (STF) para que Bolsonaro pudesse viajar aos EUA. O governador argumentou que essa viagem poderia ajudar a convencer Trump a reverter as taxas. No entanto, essa movimentação gerou descontentamento em Eduardo, que criticou Tarcísio, chamando-o de subserviente às elites.
Uma pesquisa da Genial/Quaest revelou que 72% dos entrevistados consideram erradas as taxas impostas por Trump, associando-as a uma perseguição a Bolsonaro. Apenas 19% apoiam as tarifas. Esse cenário alimenta a rivalidade entre Eduardo e Tarcísio, que, segundo integrantes do Centrão, pode prejudicar a candidatura do governador ao Planalto.
A ala do Centrão que apoia Tarcísio expressa preocupações sobre a lealdade de Bolsonaro, que enfrenta acusações de liderar uma trama golpista. A possibilidade de uma anistia para os réus do 8 de Janeiro está em discussão, mas sem apoio do Congresso, o projeto foi engavetado. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a situação deve ser monitorada antes de qualquer decisão.
Enquanto isso, Eduardo continua a criticar Tarcísio, reforçando a ideia de que a disputa interna pode impactar a direita nas próximas eleições. A incerteza sobre quem realmente liderará o bolsonarismo após a provável condenação de Jair Bolsonaro permanece, deixando o futuro político do grupo em aberto.
Entre na conversa da comunidade