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Sebos de São Paulo: do mais antigo aos especializados em vinis de rock

Sebos de São Paulo resistem à pandemia, ampliando venda online e ações nas redes sociais para manter acervos raros e serviços de restauração

Sebo do Messias faz 50 anos em meio à pandemia
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  • Sebos de São Paulo seguem abertos, mas a pandemia reduziu o público; muitas lojas mantêm vendas online pelo site Estante Virtual ou pelo Instagram.
  • Desculpe a Poeira, em Pinheiros, funciona desde 2014 em uma garagem de menos de 20 m², vendendo livros, revistas e discos com atendimento presencial e opção de retirada.
  • Livraria Calil, o sebo mais antigo da cidade (desde 1945), tem acervo superior a duzentos cinquenta mil itens e oferece restauração e preservação de obras.
  • Corsarium, na Consolação, virou sebo com foco em vinis; cerca de setenta e cinco por cento das vendas são de LPs, atendimento também via Instagram e WhatsApp.
  • Sebo Sagarana, em Pinheiros/Fradique Coutinho, possui cerca de trinta mil títulos, trabalha com venda pela internet e orienta combinar horários pelo telefone para retirada.

O cenário dos sebos em São Paulo ganhou singularidade durante a pandemia. Estabelecimentos que vão de livrarias históricas a lojas especializadas em vinis de rock resistem com estratégias variadas, incluindo atuação online e atendimento em horários reduzidos.

Celso Benachio, dono de três sebos, incluindo o Machado de Assis na Liberdade, afirma que as lojas seguem funcionando, ainda que com dificuldade. Em paralelo, casas como o Messias, no Centro, mantêm atividades oferecendo acervo diverso, com foco em publicações de segunda mão.

A crise sanitária impactou o movimento de clientes, reduzindo o público em várias unidades. Dados de proprietários indicam queda de até 50% no período mais intenso da pandemia, mas as vendas online ajudaram a manter o fluxo de itens e clientes atentos pelas redes.

O retorno gradual ao funcionamento presencial não foi uniforme. Em alguns pontos, a retomada foi lenta; em outros, o público retornou aos poucos, sobretudo quando há divulgação constante de novidades pelas redes sociais.

Desafios e estratégias

Entre as lojas que buscaram compensar o impacto, o Desculpe a Poeira, em Pinheiros, opera em uma garagem de menos de 20 m² e prioriza vendas online e retirada no local. O espaço reduzido condiciona o atendimento a poucos clientes por vez.

A Livraria Calil, referência entre sebos, mantém acervo vasto com mais de 250 mil itens e serviços de restauração. A proprietária destaca a necessidade de conservação de obras e o cuidado com objetos raros, que incluem edições históricas.

Outra opção é a Livraria Simples, criada por três amigos, que passou por adaptações durante a pandemia e retomou atividades presenciais, com planos de abrir a Casa Suja, um espaço dedicado exclusivamente a livros usados e atividades culturais.

Sebo Corsarium, com foco em vinis, manteve-se relevante ao contemplar público fiel de até 40 anos, especialmente para rock e subgêneros como heavy metal e gótico. O mezanino de títulos musicais complementa o acervo de livros usados.

Sebo Clepsidra investiu em um nicho de literatura gótica e de horror, mantendo a operação em uma unidade na Vila Buarque e planejando expansão futura após encerrar uma antiga localização.

Visitas e orientações

Entre os endereços destacados para quem busca livros usados, o Machado de Assis se destaca pela variedade de temas, incluindo itens raros como edições do século 19. O acervo soma milhares de volumes, com destaque para obras históricas e peças únicas.

Sebo Sagarana, instalado desde o início dos anos 2000, oferece cerca de 30 mil títulos, indo de literatura brasileira a mangás. Devido à logística de envio, o proprietário orienta clientes a combinar horários via telefone para retirada ou envio.

Quem planeja visitar presencialmente deve observar os protocolos de segurança, compreender a limitação de pessoas na loja e verificar a disponibilidade de retirada local. A cidade oferece uma rede de sebos com propostas distintas, de livrarias históricas a nichos especializados.

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