- Em 2023, a Espanha registrou mais de 4.300 incêndios florestais, sendo 16 os mais devastadores da última década.
- O primeiro grande incêndio de 2025 ocorreu em Lleida, resultando em duas mortes e danos significativos a cultivos e infraestrutura.
- Os incêndios consumiram quase 63.000 hectares, um aumento em relação aos 18.000 hectares de 2022.
- O custo econômico dos incêndios florestais é estimado em 4,5% do PIB, cerca de 71,6 bilhões de euros.
- Especialistas alertam que a mudança climática intensifica a frequência e a gravidade dos incêndios, exigindo uma abordagem mais eficaz para a prevenção e gestão.
Espanha enfrenta aumento alarmante de incêndios florestais em 2023
Espanha registrou mais de 4.300 incêndios florestais em 2023, com 16 deles considerados os mais devastadores da última década. O primeiro grande incêndio de 2025, em Lleida, resultou em duas mortes e causou danos significativos a cultivos, residências e infraestrutura, além de interromper o transporte ferroviário, afetando cerca de 15.000 pessoas.
O impacto econômico dos incêndios florestais na Espanha já era alarmante, com um estudo de 2022 da Comissão Europeia estimando um custo de 4,5% do PIB, equivalente a aproximadamente 71,6 bilhões de euros. Esse valor é quase o dobro do orçamento destinado à defesa em 2025. Em 2023, os incêndios consumiram quase 63.000 hectares, um aumento significativo em relação aos 18.000 hectares de 2022.
Custos e setores afetados
Os custos diretos de extinção de incêndios florestais são estimados em cerca de 10.000 euros por hectare. Javier Fatás, da COAG, aponta que as despesas de restauração em uma única campanha podem ultrapassar 15 milhões de euros, considerando também as perdas em turismo rural e comércio, que podem elevar o total a 21 milhões de euros por campanha.
O aumento na frequência e intensidade dos incêndios é atribuído ao mudança climática, que intensifica a energia acumulada na atmosfera, resultando em incêndios de “sexta geração”. Esses incêndios são tão rápidos e intensos que podem gerar suas próprias condições climáticas, dificultando o controle pelas equipes de extinção.
Desafios e responsabilidades
Mônica Parrilla, da Greenpeace, destaca que a frequência desses incêndios exige que seus custos sejam considerados como despesas recorrentes. A crescente urbanização em áreas florestais aumenta a exposição de pessoas e propriedades aos incêndios, o que, segundo especialistas, pode levar as seguradoras a se recusarem a cobrir danos relacionados a esses desastres.
A responsabilidade pela prevenção de incêndios é compartilhada entre diversos setores e administrações. Fatás enfatiza que prevenir incêndios é essencial para proteger empregos e a produção agrícola. As empresas também devem avaliar os riscos de suas operações e desenvolver planos adequados de gestão de incêndios.
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