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Brasil e ONU promovem Balanço Ético Global para transição justa na COP30

Governo brasileiro e ONU destacam a ética nas negociações climáticas, visando inclusão e financiamento na COP30 e na Cúpula da Amazônia

Guia de princípios éticos na negociação ajuda a orientar financiamento para transição justa e na velocidade necessária, segundo CEO da COP30 (Foto: Leandro Fonseca/Exame)
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  • O governo brasileiro e a Organização das Nações Unidas (ONU) apresentaram o Balanço Ético Global (BEG) na Conferência de Bonn.
  • A iniciativa, liderada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, busca integrar a ética nas discussões sobre mudanças climáticas.
  • O BEG será um dos quatro pilares centrais da Conferência das Partes (COP30), junto com grupos de líderes, ministros de finanças e representantes de povos.
  • A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a CEO da COP30, Ana Toni, destacaram a importância da governança ética e da inclusão de vozes indígenas nas negociações.
  • O BEG também será discutido na Cúpula da Amazônia, que abordará questões como desmatamento e crime organizado.

O governo brasileiro e a ONU deram um passo significativo na Conferência de Bonn ao apresentar o Balanço Ético Global (BEG). A iniciativa, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, visa integrar a ética nas discussões sobre mudanças climáticas. Com a COP30 se aproximando, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e a CEO da COP30, Ana Toni, delinearam estratégias para implementar o BEG em diversas regiões.

O BEG é um dos quatro pilares centrais da governança na COP30, ao lado de grupos de líderes, ministros de finanças e representantes de povos. Ana Toni destacou que a governança ética é crucial para o sucesso da conferência, abordando temas como financiamento climático, transição energética justa e a inclusão de vozes indígenas. O documento servirá como uma “bússola” para orientar as negociações e ações até a COP30.

Marina Silva levantou questões sobre as ações éticas que não foram tomadas e como isso contribuiu para a crise climática atual. O BEG também será um tema central na Cúpula da Amazônia, que discutirá problemas como desmatamento e crime organizado. Um diálogo regional em Bogotá está agendado para abordar o aquecimento global e suas consequências.

Além disso, Toni mencionou a necessidade de aumentar a ambição nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), já que apenas 28 planos foram entregues até agora. A ministra também mencionou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre como uma solução para o financiamento necessário, enfatizando que a preservação deve ser incentivada.

Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile, ressaltou que a governança nas negociações climáticas é vital para evitar um futuro marcado por desigualdades e deslocamentos forçados. A mobilização popular e a Cúpula dos Líderes são parte da estratégia para implementar princípios éticos nas decisões da COP30.

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